Ratinho Junior não aceita pressão e não vai conceder reajuste aos servidores

Redação


Entidades representativas da segurança pública do Estado – Polícia Militar e Civil – se reúnem às 10 horas desta segunda-feira na Adepol para decidir estratégia da greve

Sob pressão do funcionalismo público liderado pelo sindicato que representa a maioria dos professores da rede pública de ensino, dos ruídos nos quartéis da Policia Militar e ameaças da Polícia Civil, que reivindicam reposição salarial da inflação de 4,97% e reajuste salarial, a data-base, o governador Ratinho Junior deu recado bem claro de que não dobrará os joelhos. Banhado de sensibilidade, pois fala em responsabilidade fiscal, o governador mantém as negociações abertas para evitar uma possível greve a partir desta terça-feira, como querem as lideranças do funcionalismo público e das polícias.

Ratinho Junior tem como escudo protetor nesta jornada a falta de recursos financeiros e a Lei de Responsabilidade Fiscal que estaria no limite, herança dos governos anteriores. “Este reajuste representaria R$ 1 bilhão na folha de pagamento do Estado e não temos estes recursos”, disse. “Se ultrapassarmos os limites da LRF, não poderemos receber recursos do governo federal, o que inviabiliza investimentos em obras e ações sociais em nosso Estado”, observa.

A ameaça maior vem de um grupo de associações e entidades que representam os funcionários da ativa e aposentados da Polícia Civil que ameaçam promover uma carreata nesta segunda-feira, com caminhões guinchos levando viaturas em péssimo estado de funcionamento para a frente do Palácio Iguaçu, como forma de mostrar ao governo que além dos salários que estarim defasados, eles também estarim sem equipamentos para trabalhar.

Na Polícia Militar, as associações que representam esses servidores também preparam uma “operação padrão”, já que é vetada à Polícia Militar, como órgão de segurança público, participar ou promover greves. “Vamos fechar quartéis em todo o Estado”, afirma o presidente da Associação da Polícia Militar, Coronel Washington Rosa.

O governador disse que está fazendo esforços, cortando mordomias para construir um projeto que permita, daqui a alguns meses ou no ano que vem, dar reajuste aos funcionários. “Minha função como governador é cuidar do equilíbrio e garantir saúde financeira ao Estado”, sustentou. Ele afirmou que o esforço para melhorar o estado não deve ser só do governo, mas de toda a sociedade. “Podemos até pensar em reajuste, mas seria necessário aumentar impostos. E precisamos perguntar para a sociedade se quer aumento de imposto para dar reajuste para servidor”, disse ele.

 

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