Ratinho Junior reconhece excesso do PM filmado agredindo mulher: ‘ponto isolado’

Redação

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O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), falou publicamente pela primeira vez sobre o caso do policial militar filmado enquanto agredia uma mulher imobilizada, em Curitiba. Ele reconheceu o excesso da ação, mas minimizou o problema, afirmando que se trata de um caso isolado.

“É claro que o Governo do Paran e o próprio Comando da Polícia Militar não admitem esse tipo de abordagem. Nós temos 25 mil homens e mulheres trabalhando na PM, todos bem treinados, e infelizmente um ou outro policial acaba tendo um excesso que não está dentro daquilo que é treinado que é do dia a dia”, disse nessa segunda-feira (25).

Ratinho Junior levou três dias para comentar o caso, que repercutiu em todo o Brasil. Nas imagens, um agente não identificado derruba a mulher com violência, imobiliza-a pelo braço e usa a boina do uniforme oficial para agredi-la na cabeça. A Polícia Militar informou no sábado (23) que abriu um inquérito para apurar o caso.

Antes disso, o capitão responsável pela apuração havia afirmado que não houve irregularidades. O militar defendeu o agressor, afirmando que ele reagiu “instintivamente” de forma proporcional à reação da vítima, a quem classificou como “desequilibrada” e “transtornada”.

“Se for comprovado que houve um excesso ali, por isso é importante entender o que aconteceu antes, durante e depois, automaticamente a Polícia Militar tem como regra tomar medida punitivas”, afirmou Ratinho Junior.

MULHER É AGREDIDA PELA POLÍCIA MILITAR; AÇÃO É FILMADA

O caso aconteceu na sexta-feira (22), durante as abordagens da Aifu (Ação Integrada de Fiscalização Urbana). A vítima da agressão, Stephany Rodrigues, é dona de uma hamburgueria na Rua Raul Pompéia, no CIC (Cidade Industrial de Curitiba).

Os agentes fiscalizam o cumprimento dos decretos que determinam os protocolos sanitários de prevenção ao coronavírus. Com o celular em mãos, a empresária reclama da abordagem e de os policias não estarem utilizando máscara.

“Vocês passaram dos limites, ridículos. Senhor, coloque a máscara, olha a covid. Todo mundo sem máscara, que absurdo”, disse.

Após discussão, um dos policiais dá um tapa no celular de Stephany, que é contida no chão. As imagens mostram que mesmo já imobilizada, com o joelho de um dos agentes sobre seu pescoço e o braço torcido, a mulher é agredida no rosto com uma boina.

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