Paraná não tem mais médicos e enfermeiros para ocupar UTIs, diz Ratinho Junior em vídeo

Vinicius Cordeiro

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O governador Ratinho Junior (PSD) defendeu as medidas restritivas, como o toque de recolher, impostas por meio do decreto estadual. Em vídeo, ele alega que o Paraná vive um dos piores momentos da pandemia do coronavírus e que não há mais como ampliar a capacidade de atendimento público por conta da falta de equipes.

“Nós estamos com profissionais da Saúde, desde março, trabalhando 24 horas por dia. Não adianta mais comprar respirador. Já compramos e dobramos o número de UTIs. Nós não temos mais médicos e enfermeiros para ocupar essas UTIs. Os profissionais de Saúde estão exaustos. Também em respeito a eles, é importante que você se cuide”, disse o governador.

Ontem (3), o Paraná bateu recorde de mortes e casos registrados em 24 horas. No total, o Estado acumula 6.259 óbitos e 291.244 infectados pelo novo coronavírus.

Além disso, segundo o painel da transparência atualizado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde), o Paraná tem 87% das UTIs da rede pública ocupadas. Dos 1.074 leitos existentes, 136 estão livres. As regiões Leste (que engloba Curitiba) e Noroeste (Maringá) têm os piores índices de ocupação com 93% e 90%, respectivamente.

Assista o vídeo gravado por Ratinho:

RATINHO JUNIOR DEFENDE TOQUE DE RECOLHER NO PARANÁ 

Além de ressaltar o desgaste dos profissionais da Saúde, Ratinho Junior também valorizou o toque de recolher, que determina a proibição da circulação das pessoas entre 23h e 5h, com exceção de serviços essenciais (delivery de remédios e alimentos, Saúde e segurança). Para ele, a medida é fundamental.

“O vírus tem horário? Claro que não. Mas 15% dos leitos de UTIs do nosso Estado são utilizados de batida de carro na madrugada. Pessoas bebem, pegam o carro e batem no poste acabam usando UTIs que poderiam estar disponíveis para o coronavírus”, explica.

De acordo com a atual administração, a alta dos casos de covid-19 também é motivada pelas festas e aglomerações feitas pelo público jovem. Em Curitiba, foram diversos os relatos de encontros no Largo da Ordem e shopping Hauer, por exemplo.

“A medida também é para evitar que haja bailão, balada e encontros clandestinos que acabam, muitas vezes através dos jovens, mil pessoas se encontrando e levando [o vírus] para dentro de casa, infectado os pais, mães e avós”, completou.

Por fim, Ratinho Junior ainda pediu a união da população. Em mais um apelo, ele pediu colaboração com inteligência para enfrentar o momento delicado da pandemia de covid-19.

“Nós estamos cansados do vírus, mas o vírus não cansou da gente. Só vamos conseguir parar o vírus quando tiver uma vacina que realmente, comprovadamente, consiga resolver esse problema. A gente espera seja rápido e logo”, finalizou Ratinho Junior.

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