Delegado réu por assassinato assume vaga na Alep

Fernando Garcel


Com a vitória a posse de Chico Brasileiro (PSD) na prefeitura de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, o suplente Rubens Recalcatti assume a cadeira do então deputado na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta terça-feira (2). Ele é delegado da Polícia Civil e réu, com outros sete policiais, no processo que investiga a morte do suspeito de assassinar o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, João Dirceu Nazzari.

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O delegado responde ao processo em liberdade e acusou ser vítima de uma investigação “abusiva” do Ministério Público do Paraná (MPPR). Agora, com o cargo de deputado estadual, Recalcatti recebe o foro privilegiado e o processo terá que ser julgado pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

Ele afirma que vai priorizar a segurança pública, pela experiência que conquistou ao longo do tempo em que trabalhou na Polícia Civil. “O resgaste das polícias, principalmente da polícia civil que está desgastada e deficiente de pessoal e de material. Venho com a intenção de fazer um trabalho importante em prol da sociedade e de todo o povo parananense”, declarou.

Recalcatti recebeu 40.358 votos, sendo o quarto mais votado do PSD, que conseguiu fazer três cadeiras, apenas 300 votos atrás do terceiro deputado eleito pelo partido, Luiz Carlos Martins. Agora, o delegado terá um ano e oito meses de mandato substituindo Chico Brasileiro, o segundo mais votado da legenda, com 50.930 votos.

“Eu tenho quase 40 anos de polícia. Quando você sai, você deixa um vácuo na sua vida muito grande. Pode ter certeza, que como eu já disse, vou dar o melhor de mim. Se em algum momento eu pegar por alguma falha estarei aberto às críticas e sugestões”, declarou o delegado.

O caso

O MPPR afirma que Recalcatti e a equipe foram os responsáveis pela execução de Ricardo Geffer, morto depois de ser preso, em abril de 2015, com 8 tiros. Conforme a denúncia, Recalcatti e os policiais foram até Rio Branco do Sul atrás de Ricardo Geffer porque ele seria suspeito da morte do ex-prefeito da cidade, João Nazzari, o João da Brascal, que era casado com uma parente de Recalcatti.

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Recalcatti, os sete policiais, e um informante foram presos na Operação Aquiles do Ministério Público. Como o ex-prefeito era amigo próximo do delegado Recalcatti e ele comandou a operação que resultou na morte do suspeito, o Gaeco acredita que Geffer tenha sido executado. O homem que seria o informante do delegado foi assassinado meses depois.

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