Política
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Renato Freitas: Veja ao vivo a votação da cassação do vereador do PT

Assista, ao vivo, a votação dos vereadores do Conselho de Ética sobre a cassação do mandato de Renato Freitas (PT), acusado de invadir uma Igreja em Curitiba.

Redação - 10 de maio de 2022, 14:24

(Divulgação/CMC)
(Divulgação/CMC)

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da CMC (Câmara Municipal de Curitiba) vota nesta tarde de terça-feira (10) o relatório que pede a cassação do vereador Renato Freitas (PT), acusado de invadir uma igreja da cidade no dia 5 de fevereiro.

A transmissão da votação acontece pelo Youtube da CMC. Assista ao vivo!

De acordo com o regimento, o relatório precisa de maioria para ser aprovado. Caso contrário, o trâmite é arquivado. O Conselho de Ética é formado por nove membros, mas a votação que define o mandato de Renato Freitas conta apenas com sete.

Isso porque o vereador Pastor Marciano Alves (Republicanos), que integra o Conselho, participa de uma das sete representações contra o petista. O suplente do Pastor é Osias Moraes (Republicamos), também é coautor do relatório. Ou seja, ambos são impedidos de julgar o caso.

O vereador Éder Borges (PP) também é titular do Conselho de Ética da CMC e assinou uma das representações. O suplente dele, vereador Márcio Barros (PSD), poderia votar, mas pediu afastamento do colegiado há duas semanas atrás. Barros teve áudios vazados em que antecipava o voto pela cassação de Renato Freitas e pedia pressão sobre uma das vereadoras.

Com isso, restam sete vereadores aptos na votação. Veja a lista:

  • Dalton Borba (PDT), presidente do Conselho de Ética
  • Sidnei Toaldo (Patriota), relator
  • Maria Letícia (PV), vice-relatora
  • Denian Couto (Podemos)
  • Indiara Barbosa (Novo)
  • Noêmia Rocha (MDB)
  • Toninho da Farmácia (União)

Caso cinco dos vereadores listados acima votem pela cassação, o vereador Renato Freitas terá que enfrentar uma nova votação no plenário da Câmara Municipal de Curitiba.

VEREADOR RENATO FREITAS É ACUSADO DE INVADIR IGREJA EM CURITIBA

No dia 5 de fevereiro, o vereador Renato Freitas foi um dos líderes de uma manifestação pela morte do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, assassinado brutalmente no Rio de Janeiro.

O ato foi realizado no Largo da Ordem, no Centro de Curitiba. Contudo, alguns dos manifestantes entraram na Igreja Nossa Senhora do Rosário. Segundo o padre Luiz Haas, uma missa estava sendo celebrada no momento da ação, que foi classificada pelos religiosos como invasão e gerou revolta de grande parte dos vereadores de Curitiba.

Renato Freitas negou que estava à frente da manifestação e que a ação foi uma invasão. Segundo ele, a missa já estava encerrada e a Igreja estava aberta.

Em março, a Arquidiocese de Curitiba se posicionou contrária à cassação do mandato de Renato Freitas