Política
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Renato Freitas: mesmo com votação suspensa, mobilização é mantida em Curitiba

Uma liminar suspendeu a votação da cassação do mandato do petista, que aconteceria às 13 horas desta quinta-feira (19).

Johan Gaissler - 19 de maio de 2022, 15:06

(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)

Uma mobilização a favor do vereador Renato Freitas (PT) acontece na tarde desta quinta-feira (19) em frente à Câmara Municipal de Curitiba. Mais cedo, uma liminar suspendeu a votação da cassação do mandato dele, que aconteceria às 13 horas de hoje.

Em uma postagem nas redes sociais, o petista escreveu: "Temos que nos manter atentos e fortes!".

A liminar que suspendeu a votação da foi concedida pela juíza Patrícia Bergonsi, da 5ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba.

A magistrada alega "a existência de violação ao devido processo legal, diante da parcialidade de membros do Conselho, que teriam revelado antecipadamente seus votos visando a cassação do mandato do autor, bem como parcialidade e interesse do Relator Vereador Sidnei Toaldo no resultado do processo". 

De acordo com a decisão judicial, a sessão que pode cassar o mandato de Renato Freitas deve acontecer somente após o fim da sindicância aberta pela Corregedoria da Câmara de Curitiba, que investiga o e-mail com falas racistas enviado ao parlamentar.

A mensagem foi mandada através da conta institucional do vereador Sidnei Toaldo (Patriota), relator do processo, que nega ser o autor da mensagem. Na ocasião, o petista denunciou o fato através de um boletim.

"Eu não tenho medo de você ou dos vagabundos esquerdistas que te defendem, seu negro. A câmara de vereadores de Curitiba não é o seu lugar, Renato. Volta para a senzala", diz parte do conteúdo do e-mail. 

Na semana passada, o Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba aprovou, por 5 votos favoráveis e 2 contrários, a cassação do mandato de Renato Freitas, cujo processo será decidido em plenário.

RENATO FREITAS É JULGADO POR MANIFESTAÇÃO APÓS MORTE DE IMIGRANTE

O vereador Renato Freitas (PT) é alvo de um Processo Ético Disciplinar (PED) por ocupar um templo religioso em Curitiba, em fevereiro deste ano, numa manifestação após a morte do imigrante congolês Moïse Mugenyi Kabagambe.

O petista foi uma das pessoas que entrou na Igreja do Rosário, no Largo da Ordem, no final do protesto. À época, ele afirmou que a mobilização seria encerrada em uma "igreja feita por pretos e para os pretos".

Segundo o padre Luiz Haas, uma missa estava sendo celebrada no momento da ação, que foi classificada pelos religiosos como invasão.

Renato Freitas negou que estava à frente da manifestação e que a ação foi uma invasão. Segundo ele, a missa já estava encerrada e a Igreja estava aberta.

Em março, a Arquidiocese de Curitiba se posicionou contrária à cassação do mandato do petista.