Vereador Renato Freitas relata ameaça e registra boletim em Curitiba

Vinicius Cordeiro

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O vereador Renato Freitas (PT) informou hoje, em suas redes sociais, ter recebido ameaças e registrado boletim de ocorrência no 8º Distrito Policial da Polícia Civil, em Curitiba.

Segundo o parlamentar, dois homens armados estiveram na região onde mora e perguntaram a vizinhos, sem se identificar, onde ele morava. Além disso, tiraram fotos da residência e foram embora em um furgão após serem questionados se gostariam de alguma informação mais específica.

“As ameaças se acentuaram no período da campanha eleitoral e que culminaram no fato dessa semana. Os homens não se identificaram para um vizinho que perguntou se eram pelos policiais. Cobriram seus rostos, entraram no carro e saíram para não serem identificados”, diz ele em vídeo divulgado pela assessoria.

Renato Freitas foi o 16° vereador mais votado, com 5.097 votos, e um dos três parlamentares vitoriosos pelo PT. A legenda também contou com os triunfos de Carol Dartora e Professora Josete nas eleições do ano passado. Nas redes sociais, Freitas ainda afirmou que passou a tomar cuidados especiais e que os ataques atuais atingem também o eleitorado que confia em seu mandato.

“Ameaçar minha vida e minha atuação enquanto vereador é colocar em risco o direito de escolha de 5.097 pessoas que acreditam em nosso projeto. É uma violência política que ataca a democracia brasileira”, publicou Renato.

Procurado pelo Paraná Portal, Renato Freitas se negou a conceder entrevista e disse que só irá se manifestar na segunda-feira (16). Em nota, a Polícia Civil confirmou que o boletim foi feito e que o caso passará a ser investigado com o 5º Distrito Policial da PCPR.

PT PROMETE PRESSÃO POR INVESTIGAÇÕES SOBRE AMEAÇA A RENATO FREITAS

Em nota, os principais líderes do Partido dos Trabalhadores lamentaram a situação e relembraram os ataques sofridos pelas vereadoras Carol Dartora, ameaçada com ataques racistas em dezembro, e Marielle Franco, morta a tiros no Rio de Janeiro.

“O crime de ódio cada vez mais evidente em nossa sociedade não pode ficar impune. É nosso dever combatê-lo diariamente, e assim será feito. É inadmissível que situações como essa continuem ocorrendo dentro da nossa democracia”, afirma o partido.

A legenda ainda diz que exercerá pressões no Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão de Direitos Humanos, além da Câmara Municipal de Curitiba e Assembleia Legislativa do Paraná. “É imprescindível que as autoridades cabíveis tomem as providências necessárias para investigar e punir os responsáveis”, finaliza.

Entre as assinaturas da nota, estão Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT; Angelo Vanhoni, presidente do PT em Curitiba; Zeca Dirceu, deputado federal; Tadeu Veneri, deputado estadual; e as também vereadoras Carol Darota e Professora Josete.

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