Resultado das eleições de Foz do Iguaçu será julgado pelo TSE nesta quarta-feira

Fernando Garcel


O candidato eleito para prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT), terá seu processo julgado no Superior Tribunal Eleitoral (STE) na tarde desta quarta-feira (16). Ghisi recebeu 58.163 votos válidos no primeiro turno, mas teve candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com base na lei da Ficha Limpa e ingressou com recurso na segunda instância.

Paulo Mac Donald Ghisi, é engenheiro civil, sociólogo e empresário. Ele tenta retornar à prefeitura, cargo que já ocupou por dois mandatos, entre 2005 e 2012. Por conta de supostas irregularidades em sua gestão anterior, Mac Donald teve a atual candidatura indeferida pelo TRE com base na lei da Ficha Limpa, pois já possui condenação por improbidade administrativa, dano ao erário e enriquecimento ilícito. Com recurso tramitando no TSE, foi autorizado a prosseguir com sua campanha e venceu ainda no primeiro turno as eleições municipais de Foz do Iguaçu.

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Ele teve os direitos políticos cassados pelo Tribunal de Justiça por cinco anos e foi condenado a pagar multa no valor de R$ 258.903,76 aos cofres municipais. A ação civil pública foi movida pela 6ª Promotoria de Justiça do Município. A ação foi movida devido a irregularidades no processo licitatório e nas prorrogações de um contrato firmado em 2007 para captação de recursos no município.

Agora, o TSE pode indeferir a candidatura ou deferir o recurso. Se o candidato vencedor da eleição tiver sua candidatura impugnada, os votos recebidos por ele são computados como nulos e assume o segundo mais votado, no caso o candidato Chico Brasileiro (PSD) que aparece como eleito pelo TSE.

Ex-prefeito de Foz do Iguaçu foi preso

Neste ano ex-prefeito da cidade, Reni Pereira, foi afastado e a vice, Ivone Barofaldi da Silva, assumiu a posição. Ele foi apresentado como réu da Operação Pecúlio, que apura um esquema de corrupção nas licitações do município com recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Sistema Único de Saúde (SUS). O político é apontado como chefe da organização criminosa que fraudava concorrências públicas para a contratação de obras e serviços de Saúde pela Prefeitura.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, aceitou a acusação do Ministério Público.

Reni Pereira foi indiciado pelos crimes de corrupção ativa e passiva, usurpação de função pública, fraudes a licitações, peculato e formação de quadrilha, além de coação no curso de inquérito policial e também da ação penal. O prefeito afastado cumpre prisão domiciliar desde 14 de julho deste ano, quando também foi retirado das funções. Agora, os advogados se preparam para tentar reverter a situação dele recorrendo ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília.

 

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