Política
Compartilhar

Resultado das eleições favorece acordos de Richa para 2018, segundo analista

Por Mariana Jungmann, da Agência BrasilO resultado do segundo turno da eleição no Paraná mexeu no tabuleiro político no ..

Mariana Ohde - 01 de novembro de 2016, 09:12

Por Mariana Jungmann, da Agência Brasil

O resultado do segundo turno da eleição no Paraná mexeu no tabuleiro político no estado e nos casos de Curitiba, Ponta Grossa e Maringá favorece o governador do estado, Beto Richa (PSDB), na negociação de acordos para as próximas eleições gerais, em 2018. A avaliação é do professor de ciência política da Pontifícia Universidade Católica do estado, Luiz Domingos Costa.

Na capital, Richa apoiou o candidato vencedor, Rafael Greca (PMN). Greca volta à prefeitura de Curitiba após 20 anos. “Com o Beto Richa desgastado , nenhum candidato forte quis sair ao lado dele. E aí surgiu o Greca, que não tinha apoio. O Richa investiu nele, colocou a máquina a seu favor, e ele se firmou como um candidato que representa uma Curitiba do passado. Deu certo”, analisou o professor.

Em Ponta Grossa, o candidato vencedor foi Marcelo Rangel (PPS), ligado ao grupo político da família Barros, do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Na avaliação de Costa, a vitória em Ponta Grossa, assim como em Londrina, dá força ao grupo, que é aliado de Richa na esfera estadual.

Por outro lado, a família Barros perdeu em Maringá, seu principal reduto político no estado. No município, o prefeito eleito foi Ulisses Maia (PDT), apoiado por outro cacife político no estado, o ex-deputado federal e atual secretário estadual Ratinho Júnior.

De acordo com o professor Luiz Costa, o equilíbrio de poder entre os dois grupos permitirá ao governador Beto Richa articular uma chapa única em 2018, evitando que seus dois principais aliados se dividam em campanhas opostas, o que poderia favorecer os adversários de centro-esquerda no estado.

“Essa iminência desse racha acontece porque o campo de lá – o PT e o PMDB em 2018.” Richa, que está no segundo mandato consecutivo, não pode ser candidato ao governo estadual novamente.

Vereadores

No Paraná, a relação dos novos prefeitos com as câmaras de vereadores não deverá ser um empecilho para os projetos políticos do Executivo, segundo Costa. Na avaliação do analista, a grande pulverização partidária favorece a cooptação de apoio dos vereadores pelos chefes das prefeituras.

“Acho que as dificuldades são pontuais e conjunturais. Por exemplo, num momento em que o prefeito tome medidas impopulares e a população se levante contra ele, os vereadores podem impor um veto a um projeto da prefeitura, por exemplo. Mas, de maneira geral, a relação é de submissão”, analisou.