Barros fala em ‘quadrilha da Lava Jato’ e que conversas de Moro e Deltan não vão desaparecer

Redação

ricardo barros lava jato lula moro deltan

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara, disse que as conversas entre o ex-ministro Sergio Moro e o ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, não serão esquecidas e que são provas de crimes cometidos na operação contra a corrupção. Ontem (1), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou sigilo de alguns dos diálogos e partes inéditas da relação entre Moro e Deltan vieram à tona.

“O combate à corrupção é uma pauta do Brasil. Não vamos permitir que as conversas do Intercept da Lava-Jato, que foram autenticadas pelo ministro Lewandowski, desapareçam. São crimes expressos cometidos pela quadrilha da Lava-Jato”, disse Barros em entrevista à rádio CBN.

O deputado ainda ressaltou que os ex-presidentes Michel Temer e Luiz Inácio Lula da Silva foram vítimas de ações ilegais da Lava Jato.

“O presidente Temer já está inocentado em segunda instância e foi preso no meio da rua por um promotor que editou uma conversa. Prejudicou o Brasil, atrasou a reforma da Previdência que estava para ser votada. A prisão da segunda instância foi um casuísmo que a Lava Jato construiu para tirar o Lula da prisão. Se o Lula deve ou não deve, é outra questão. Mas os juízes e promotores que devem, precisam ser punidos como todos os outros cidadãos brasileiros”, completou.

Questionado se adota uma postura mais veemente contra membros do Poder Judiciário em relação aos colegas políticos, Barros negou. Para ele, os políticos acusados respondem pelo que cometeram e o Congresso tem papel fundamental no combate à corrupção, como nas aprovações da delação premiada e da Lei da Ficha Limpa.

“O Judiciário, Ministério Público e magistratura, que tem holerite de 120 e 150 mil no Portal da Transparência, são brasileiros e têm que responder pelos seus erros. O Poder Judiciário vai ficar do mesmo tamanho do Executivo e Legislativo, como manda a Constituição. É harmonia e igualdade entre os poderes.”, finalizou.

MORO LAMENTOU USO DAS MENSAGENS OBTIDAS POR ATAQUE HACKER

Pelas redes sociais, Sergio Moro disse não reconhecer a autenticidade nas mensagens. O ex-juiz afirma que os diálogos foram obtidos de forma ilícita, por meio de ataque hacker, e que por isso é lamentável que sejam usadas para qualquer propósito.

Além disso, voltou a defender que interações entre juízes, procuradores e advogados é comum na prática jurídica e que não há nada de ilegal nisso. Por fim, alega que todos os julgamentos da Lava Jato foram imparciais, incluindo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="743130" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]