Ricardo Barros rebate críticas de diretor do Ministério da Saúde

Redação


O ministro da Saúde, Ricardo Barros, classifica como política a saída do diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais do cargo. O médico Fábio Mesquita estava no posto havia três anos e anunciou a saída do governo na última sexta (27) por incompatibilidade com a atual gestão.

Fábio Mesquita havia sido mantido no cargo na transição entre os governos de Dilma Rousseff (PT) e de Michel Temer. Em carta aberta, o médico listou os fatores que teriam pesado na decisão de sair do posto. Entre outras coisas, ele questionou a competência de Ricardo Barros, que é engenheiro civil e político, para atuar como ministro da Saúde.

CapturarNa página dele no Facebook, Mesquita se desculpou e confirmou que pediu para sair “deste governo ilegítimo e conservador que ataca os direitos conquistados sem dó”. Ele também disse que vai continuar lutando pelo SUS e por um mundo mais tolerante com a diversidade.

Para o ministro, as declarações de Mesquita resumem uma tentativa de gerar desconforto para a administração de Michel Temer (PMDB). “O Mesquita disse que o governo era ilegitimo. Está falando isso para criar alguma dificuldade para o governo. Ele já devia ter saído junto com todos os outros que achavam que o PMDB era ilegitimo e deixaram o governo no primeiro dia”, disse o ministro.

Ele também disse que cortes de gastos na Saúde haviam sido impostos já no governo Dilma em 2015 e 2016, mas nada que comprometesse os princípios constitucionais.

No anúncio da nova política econômica, argumentou Mesquita, a gestão interina antecipou significativos cortes na Saúde e na Educação e começou a anunciar a futura desvinculação do Orçamento da União.

“Ricardo Barros, por sua vez, já chegou anunciando que ia diminuir o SUS e incentivar o aumento de planos de saúde; se propôs a cortar os médicos cubanos do programa Mais Médicos; e passou a dar voz aos setores mais reacionários de minha categoria profissional”.

Outro ponto abordado no texto foi a presença da vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (Pros), esposa do ministro, entre os representantes brasileiros da Assembleia Mundial de Saúde, realizada na Suíça na semana passada.

Barros confirma a ida da mulher, mas esclarece que a viagem dela não foi feita com recursos públicos.

Fábio Mesquita trabalhou por oito anos na Organização Mundial da Saúde (OMS) e assumiu o departamento em julho de 2013.

Na carta aberta, ele afirma que o pedido de demissão e as críticas não são de caráter pessoal e que segue no departamento até a publicação da exoneração em Diário Oficial. O médico ainda está ativo no Portal da Transparência do governo federal.

Procurada, a assessoria da vice-governadora confirmou a informação de que a ida dela à Suíça foi custeada com recursos próprios.

(Com informações da BandNews FM Curitiba)

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