Richa recorre ao STF e pede anulação de ação penal da Rádio Patrulha

Thaissa Martiniuk - Bandnews FM Curitiba

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A defesa do ex-governador do Paraná, Beto Richa, entrou com uma Reclamação no Supremo Tribunal Federal pedindo a anulação da ação penal relacionada a operação Rádio Patrulha. Neste processo, o político é investigado pelo pagamento de propina no programa “Patrulha do Campo”, que era responsável por obras em estradas rurais do Paraná.

Na petição, protocolada no dia 19 de julho, o advogado do ex-governador afirma que ação deve ser julgada na Justiça Eleitoral. Atualmente, o processo tramita perante a 13ª Vara Criminal de Curitiba e está sob a responsabilidade do juiz José Daniel Toaldo.

Para o advogado, o pedido de deslocamento da competência, no entanto, não significa assumir que os crimes aconteceram, apenas que, na forma narrada na denúncia pelo Ministério Público a competência está equivocada. A defesa de Richa ainda pede a suspensão do processo até que o mérito da Reclamação seja apreciado. A petição foi encaminhada diretamente ao ministro Gilmar Mendes, que é quem está com a relatoria dos casos envolvendo a operação Rádio patrulha.

Entretanto, o caso deve ser analisado pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, que está no plantão da Corte em função do recesso do Judiciário. Em maio deste ano, os defensores do ex-governador já haviam solicitado que a ação penal da Rádio Patrulha fosse para a Justiça Eleitoral, mas o juiz que estava no caso à época, negou a transferência.

O ex-governador Beto Richa e o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Pepe Richa, junto com outras 11 pessoas respondem a esta ação penal. Os irmãos são investigados pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação, que teriam sido praticados entre 2011 e 2018. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o esquema envolve mais de R$ 100 milhões pagos a empresas investigadas. As audiências do processo estão agendadas para começar no mês de agosto.

As primeiras testemunhas devem prestar depoimento entre os dias 5 e 8 de agosto. Neste período, três delatores serão ouvidos – o ex-parlamentar e empresário Tony Garcia; o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) Nelson Leal Junior; e o ex-diretor de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Secretaria da Educação Maurício Fanini. Na semana seguinte, os 13 réus começam a ser ouvidos – o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) deve ser interrogado no dia 15 de agosto, às 14 horas.

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