Deonilson Roldo nega ter beneficiado a Odebrecht e Beto Richa

Marcelo Ricetti - CBN Curitiba

Deonilson Roldo - Beto Richa - Operação Piloto - Lava Jato - corrupção

O ex-chefe de gabinete do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), Deonilson Roldo, prestou depoimento nesta quarta-feira, ao juiz federal Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal de Curitiba.

Ele é acusado na Operação Piloto, referente à 53.ª fase da Operação Lava Jato. E negou ter atuado junto à Odebrecht para limitar a concorrência no processo de licitação da rodovia PR-323, que o governo do Paraná abriu em 2014, em regime de Parceria Público-Privada.

“Jamais cometi ou tomei qualquer decisão que visasse fraudar a competição nesse evento”, disse. “Ela tinha exigências muito rígidas, capacidade financeira sobretudo, porque o vencedor deveria tomar o empréstimo em um único tranche de R$ 1,2 bilhão. Quer dizer, poucas empresas, no mercado, teriam condições de levantar empréstimo desse tamanho. A única coisa que posso dizer que pode ter havido alguma restrição é na regra do edital, mas era pela segurança da obra e pelo prazo, que se imaginava que ela seria executada em cinco anos”.

Roldo também é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter aceitado ajudar a empreiteira em troca de recursos, naquele mesmo ano, para a campanha de reeleição de Richa. E, mais uma vez, negou perante o juiz.

“Eu jamais fui responsável ou solicitei contribuição de campanha, para nenhuma campanha, das quais eu participei. Minha área de responsabilidade sempre foi a área de comunicação e marketing. Não tive função de arrecadador de campanha”, disse.

Em vários momentos, Deonilson Roldo se emocionou. E em um deles, o juiz Paulo Sérgio Ribeiro, que substitui Sérgio Moro nos processos da Lava Jato, chegou a interromper o depoimento.

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