Roupas, passaporte e itens pessoais de Lula são furtados em Curitiba

Fernando Garcel

Atualizada às 17h30

Uma série de documentos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estavam no carro de um assessor, foram furtados na madrugada desta terça-feira (17), em Curitiba. O carro em que estavam roupas, lençóis, cartas e uma pasta com os documentos pessoais de Lula, entre eles o passaporte, foi arrombado enquanto o funcionário estava em reunião e os itens foram levados.

O caso foi confirmado pela senadora e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) Gleisi Hoffmann, que faz parte da caravana de senadores que está em Curitiba para visitar o ex-presidente. Segundo Gleisi, o carro não era identificado mas estava em um local que muitas pessoas conheciam por ser frequentados por assessores do partido.

A senadora se diz preocupada com a segurança de assessores, amigos e familiares. “Pessoas sabem por onde a assessoria anda. Estamos falando da segurança do presidente, de seus familiares e das pessoas envolvidas com ele”, diz Gleisi.

“Acho isso muito preocupante pela situação em que o ex-presidente se encontra, com seus direitos sendo atacados. Não sei qual foi a origem disso. Pode ter sido uma ação de furto que aconteceu ou algo premeditado. A Secretaria de Segurança e o Ministério Extraordinário de Segurança tem que priorizar isso e dar resposta a nós. Como um carro da assessoria do presidente acaba sendo arrombado e furtado?”, cobra a senadora.

Além da pasta com os documentos de Lula, um estepe do veículo e um frigobar também foram levados. A Polícia Militar foi acionada e o 3º Distrito Policial de Curitiba investiga o caso. Até o momento nenhum suspeito foi localizado.

Em nota, a Secretaria de Segurança de Pública do Estado do Paraná (Sesp) declarou que investiga o caso e que depoimentos serão colhidos para ajudar na investigação. “O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que foi registrado um Boletim de Ocorrência pela Polícia Militar relatando um furto ao veículo, no bairro São Francisco, que seria de um assessor do ex-presidente Lula. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba que vai tomar o depoimento da vítima para ter mais detalhes do furto — como por exemplo, os objetos que teriam sido subtraídos”, diz a nota.

Senadores barrados

Senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado entraram na sede da Polícia Federal, em Curitiba, nesta terça-feira (17), para verificar as condições da prisão de Lula. Os demais senadores que participam da caravana, mas não fazem parte da comissão, foram barrados já que a juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos limitou o acesso apenas aos membros da CDH, em despacho na manhã desta terça-feira (17).

Acampamento

O Partido dos Trabalhadores (PT) e movimentos sociais começaram a desmontar, nesta terça-feira (17), o acampamento Lula Livre, montado nas proximidades da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está detido desde o dia 7 de abril.

Foram quase dez dias de acampamento em apoio a Lula. A decisão de desmontar o acampamento foi tomada em reunião entre a organização dos movimentos sociais, representantes do governo do Paraná e da prefeitura de Curitiba.

No local, serão mantidas apenas quatro tendas, que darão suporte aos atos públicos, que devem ser mantidos. Os manifestantes passarão a pernoitar em um local privado, a três quadras do acampamento original. O terreno será alugado pelos manifestantes por 30 dias – o prazo pode ser prorrogado.

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