Política
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Rússia aumenta pressão militar sobre Kiev para negociar

Entre os ataques a Kiev nesta terça está um em um edifício residencial que deixou pelo menos duas pessoas mortas

Folhapress - 15 de março de 2022, 08:18

Reprodução Twitter/@MFA_Ukraine
Reprodução Twitter/@MFA_Ukraine

Enquanto sinaliza, com ataques a Kiev e aumento de concentração de tropas, uma crescente pressão militar sobre Kiev, a Rússia continua nesta terça-feira (15) as negociações com a Ucrânia para tentar pôr um fim à guerra no país que invadiu no dia 24 passado.

Um assessor do presidente Volodimir Zelenski, Oleski Arestovitch, resumiu a situação: "Estamos numa encruzilhada. Ou nos acertamos nas conversas atuais, ou os russos farão uma segunda tentativa [de tomada de Kiev e submissão do país] e aí teremos conversas novamente".

Entre os ataques a Kiev nesta terça está um em um edifício residencial que deixou pelo menos duas pessoas mortas, segundo os serviços de emergência da capital ucraniana. Os bombardeios atingiram diversas áreas da cidade, que está sitiada por tropas russas.

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo disse que o país assumiu o controle total da região de Kherson, no sul da Ucrânia. Segundo autoridades de defesa dos EUA, a Rússia poderia usar Kherson como parte de uma estratégia para avançar para Mikolaiv e depois para Odessa, outras cidades estratégicas no sul do país.

Ainda nesta terça, os primeiros-ministros polonês, tcheco e esloveno devem apresentar um pacote de ajuda da União Europeia para a Ucrânia durante uma visita a Kiev, disse o principal assessor do primeiro-ministro polonês, Michal Dworczyk, acrescentando que os líderes falarão em nome da UE.