Se houver suspeita de manipulação, haverá intervenção, diz Geonísio Marinho

Roger Pereira e Pedro Ribeiro


Candidato ao governo do Paraná pelo PRTB, partido do General Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), Geonísio Marinho afirmou, na série de de entrevistas do Paraná Portal, que os militares de seu partido estão prontos para uma intervenção caso identifiquem algum indício de manipulação no processo eleitoral de outubro. Geonísio deu tal declaração ao afirmar que não acredita ter obtido apenas 0,12% dos votos na eleição de 2014.

“Desta vez, o exército brasileiro está dentro do PRTB. Que não brinquem com coisa séria. Se brincarem de novo, haverá intervenção”, declarou.

Durante a entrevista, Geonísio exalta a grande presença de militares em seu partido. “Não posso acreditar que alguém queira falar em renovação e mudança sem considerar os militares. Os militares escolheram o PRTB porque é o único partido que não está envolvido em nada. Estamos limpos de verdade” e defendeu a polêmica declaração de Mourão que afirmou que o brasileiro “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”. Para o candidato, Mourão fez um comentário inteligentíssimo que foi feita polêmica à toa. “Ele disse como fazer uma política econômica quando se tem uma miscigenação. Um pouco do ibero, um pouco do africano e um pouco da indolência indígena. Ele citou Roberto Campos, falou uma verdade. Não tem como se fazer uma economia séria se não conseguir conciliar esses três tipos de raça que temos no Brasil”.

Entre suas propostas, o candidato fala em privatizar presídios, desburocratizar a abertura de empresas, reduzir carga tributária para empresas paranaenses que abram filiais nas cidades com menor IDH, premiar professores por produtividade. Promete, ainda, uma nova licitação do pedágio com empresas de fora do Brasil, mas com mão de obra paranaense.

Mas foi no final da entrevista, ao ser questionado por que se candidatar novamente, com a mesma estrutura de campanha e as mesmas propostas, depois de ter tido uma votação tão baixa em 2014, que ele fez a ameaça: “O exército brasileiro está dentro do PRTB. Que não brinquem com coisa séria. Eu não acredito no que aconteceu. Aonde eu vou as pessoas falam que votaram em mim. Eu não acredito nesses 7.303 votos. Se brincarem de fazer política, pode ter certeza. Haverá intervenção. Nós queremos a intervenção pelo voto, mas, se manipularem, vamos acabar com isso. Esquerda, sai fora, agora é direita. Direita volver”.

 

Veja as outras entrevistas da série:

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal