Secretária teria recebido ameaças por defender medidas restritivas, diz deputado

Angelo Sfair

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A secretária da Saúde de Curitiba, Marcia Huçulak, teria recebido ameaças após anunciar decretos que determinaram a suspensão de atividades e serviços não essenciais durante a pandemia do coronavírus.

O assunto foi trazido à tona pelo deputado Michele Caputo (PSDB), durante a sessão plenária desta quarta-feira (17), na Assembleia Legislativa do Paraná. A secretária da Saúde não confirmou a informação e não comentou a denúncia.

Marcia Huçulak tem liderado as políticas públicas de Curitiba na área da saúde. Enfermeira, ela tem dividido o protagonismo da comunicação com a médica Marion Burguer, que coordena o Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba.

A secretária da Saúde tem sido enfática na defesa às medidas de restrição de circulação como forma de prevenir o contágio pelo coronavírus e diminuir o número de mortes por Covid-19.

No sábado (13), ela anunciou a atualização da bandeira que indica a gravidade da pandemia na capital. A sinalização passou de amarela (risco baixo) para laranja (risco médio).

A mudança veio acompanhada de um decreto mais restritivo, que determinou o fechamento de bares, academias, atividades de entretenimento, praças, parques, igrejas, templos, entre outros serviços e atividades não essenciais. A decisão causa a reação de alguns setores.

A Abrabar, sindicato patronal que representa parte dos empresários da área de bares e restaurantes, declarou “guerra” à prefeitura. Representantes do setor de academias convocaram manifestações para exigir a flexibilização das medidas.

Procurada pela reportagem, Marcia Huçulak, por meio da assessoria da Prefeitura de Curitiba, disse que não irá se manifestar sobre as supostas ameaças.

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