Operação Lava Jato
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Sete presos da Lava Jato já foram hospitalizados

Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba Diagnosticado na semana passada com infecção urinária, o ex-deputado Pedro Corrêa, d..

Narley Resende - 26 de setembro de 2016, 08:09

Rafael Neves, Metro Jornal Curitiba 

Diagnosticado na semana passada com infecção urinária, o ex-deputado Pedro Corrêa, de 68 anos, se tornou o sétimo preso da Lava Jato a ser hospitalizado desde o início da operação, há mais de dois anos e meio.

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Responsável por vários presos à beira dos 70 anos ou acima dessa idade – como o ex-ministro José Dirceu e o pecuarista José Bumlai –, o juiz Sérgio Moro já teve que autorizar internações fora da carceragem por problemas cardíacos, renais e suspeitas de câncer, entre outras doenças.

No caso mais recente, Corrêa começou a passar mal na PF (Polícia Federal) na última terça. Com febre e tremores, ele teve um princípio de desmaio e foi socorrido por seu colega de cela, o doleiro Alberto Youssef. Os policiais, então, chamaram o Samu (Serviço Atendimento Médico de Urgência), procedimento padrão antes de uma possível internação.

hospitalAmbulância

“O primeiro passo é sempre chamar a ambulância, eles é que avaliam a situação. Imagina se a gente leva o preso na nossa viatura e ele morre no meio do caminho?”, disse um agente da PF em Curitiba.

Seis dos sete presos da Lava Jato já atendidos foram levados ao mesmo local: o Hospital Santa Cruz, no bairro Batel, região nobre da capital paranaense. A quase unanimidade – a única que fugiu à regra foi a doleira Nelma Kodama – não é fruto de nenhum acordo: foi a escolha de cada um. Os presos arcam com a conta do hospital.

Youssef Pioneiro

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Foi justamente Alberto Youssef, socorrista improvisado de Pedro Corrêa, quem inaugurou a era das internações. Apesar de ainda não ter 49 anos completos, ele precisou ir ao hospital seis vezes por problemas cardíacos, todas no primeiro ano como preso em Curitiba. Ele está detido desde o início da operação, em março de 2014.

Uma das internações, ocorrida às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais daquele ano, levantou rumores que só perderam força quando ele recuperou a saúde – e voltou à cela.