Seminário discute agrotóxicos e controle biológico no Brasil

Mariana Ohde


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável adiou para 18 de maio o seminário que faria hoje para discutir o uso de agrotóxicos no Brasil e a adoção de tecnologias de controle biológico e manejo integrado de pragas.

O deputado Nilto Tatto (PT-SP), que pediu a realização do debate, lembra que o País é líder mundial no setor do agronegócio e no consumo de agrotóxicos. “Anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. Em nosso País o consumo anual tem sido superior a 300 mil toneladas”, calcula o deputado.

Segundo ele, nos últimos 40 anos, houve um aumento no consumo de agrotóxicos de 700% enquanto a área agrícola aumentou 78% no mesmo período. “Nunca se usou tanto agrotóxico nas lavouras brasileiras.”

Na avaliação do parlamentar, para enfrentar essa realidade é necessário um debate sobre novas formas de controle de pragas na lavoura, como o controle biológico e o manejo integrado de pragas.

Opções ao agrotóxico

Na avaliação do parlamentar, para enfrentar essa realidade é necessário um debate sobre novas formas de controle de pragas na lavoura.

“Entendemos que o debate sobre o uso do controle biológico na agricultura e a utilização do manejo integrado de pragas sejam caminhos a serem trilhados”, aposta o deputado explicando que a premissa básica do controle biológico é dizimar as pragas agrícolas usando inimigos naturais, como outros insetos, fungos ou bactérias.

Já o manejo integrado de pragas, é uma técnica que mantém as pragas sempre abaixo do nível em que causam danos para as lavouras. “O controle pode ser feito por meio de insetos, uso de feromônios, retirada e queima da parte do vegetal afetada, adubação equilibrada, poda e raleio”, explica.

Debatedores

Foram convidados para discutir o assunto, representantes dos seguintes órgãos e associações:

– Ministério da Agricultura;
– Ministério do Meio Ambiente;
– Ministério da Saúde;
– Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
– Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA);
– Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura;
– Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária;
– Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz);
– Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama);
– Associação Brasileira dos Produtores de Milho;
– Associação Brasileira dos Produtores de Algodão;
– Associação Brasileira dos Defensivos Genéricos;
– Associação Nacional de Defesa Vegetal;
– Associação dos Produtores de Soja do Brasil;
– Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal;
– Via Campesina.

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