Senador paranaense Flávio Arns decide abrir mão do polêmico auxílio-mudança

Fábio Buchmann - CBN Curitiba


A Câmara e o Senado vão pagar cerca de R$ 20 milhões para 298 parlamentares reeleitos em outubro como ajuda de custo para início e fim de mandato. O benefício, conhecido como “auxílio-mudança”, será pago até mesmo a deputados e senadores que têm casa em Brasília e não pretendem se mudar.

O montante leva em conta o valor do benefício, de R$ 33,7 mil, equivalente a um salário. Ele deverá ser pago em dobro aos oito senadores e 270 deputados reconduzidos ao cargo, além dos quatro senadores que vão para Câmara e dos 16 deputados que fazem o caminho inverso.

Alguns, no entanto, já anunciaram que vão rejeitar o recurso, independentemente se foram reeleitos ou não. Nesta segunda-feira, o senador paranaense Flávio Arns, da Rede, engrossou este coro.

Em uma nota publicada em redes sociais, O senador afirma que os parlamentares devem realizar máximos esforços para a racionalização dos gastos públicos, especialmente com cortes de despesas desnecessárias.

Arns afirma no texto que já comunicou à Diretoria-Geral do Senado Federal, a intenção de abrir mão do subsídio adicional. A nota de Flávio Arns informa ainda que ele pretende apresentar medida legislativa extinguindo esse pagamento, que ele considera indevido em face aos grandes desafios orçamentários do País.

Quem já tinha anunciado a intenção de recusar o benefício foi o outro senador paranaense eleito em outubro, Oriovisto Guimarães, do Podemos.

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