Política
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Sergio Moro anuncia pré-candidatura pelo estado do Paraná

O ex-ministro, no entanto, não confirmou para qual cargo irá concorrer, e mencionou a possibilidade de ser deputado, senador ou governador.

Johan Gaissler - 14 de junho de 2022, 11:52

(Foto: Franklin de Freitas/Folhapress)
(Foto: Franklin de Freitas/Folhapress)

O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) anunciou nesta terça-feira (14) a pré-candidatura pelo Paraná nas eleições deste ano. No entanto, ele não confirmou para qual cargo irá concorrer, e mencionou a possibilidade de ser deputado, senador ou até mesmo governador.

"Essa decisão vai ser tomada adiante. Quem vai decidir isso é a população paranaense", disse Moro. "A gente sempre gosta de um suspense", brincou. "Quero circular pelo estado, por todas as cidades, para encontrar as melhores soluções para a população paranaense", complementou e indicou que a decisão deve acontecer nos próximos meses, no período de convenções partidárias

Sergio Moro foi presidenciável, mas trocou de partido e deixou a corrida ao Palácio do Planalto. O ex-juiz federal tentou trocar o domicílio eleitoral para ser candidato em São Paulo, o que foi negado pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo). Como última alternativa, anunciou que vai ser candidato pelo estado em que nasceu, o Paraná.

"Discordo da decisão, mas estou muito feliz em voltar ao Paraná", disse o ex-ministro em entrevista coletiva dada nesta manhã em um hotel de Curitiba. "O Paraná é minha terra. Onde eu nasci, onde eu cresci, onde eu construí família. Nada vai me deter", disparou.

Questionado sobre uma possível candidatura ao Senado e ser adversário de Alvaro Dias (Podemos), ocupante da cadeira há mais de 20 anos e responsável pela primeira filiação do ex-juiz a um partido político, Moro disse que respeita o senador. 

"Acho prematuro fazer qualquer juízo de valor ao senador Alvaro Dias, que é uma pessoa que eu respeito. Eu não defini o cargo que eu vou concorrer, e tampouco ele. É o que eu ouço dentro da política, tampouco ele está decidido se vai ou não concorrer à reeleição no Senado", argumentou Sergio Moro.

Entre as pessoas presentes no evento, estavam o pré-candidato à presidência da República pelo União Brasil, Luciano Bivar; a senadora Soraya Thronicke; o presidente estadual do partido no Paraná, o deputado federal Felipe Francischini; o deputado federal Ney Leprevost; e a esposa de Sergio Moro, Rosângela Moro.

SERGIO MORO ERA TERCEIRO COLOCADO NAS PESQUISAS PARA PRESIDENTE

O ex-ministro Sergio Moro aparecia na terceira colocação nas pesquisas para presidente da República. Ele vinha atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do atual presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Moro até então estava filiado ao Podemos e era pré-candidato ao Palácio do Planalto. No entanto, poucos meses depois, assinou filiação ao União Brasil, partido resultante da fusão entre o DEM e o PSL

Como acordo para entrar no partido, que tem 55 deputados federais na Câmara em Brasília, o ex-juiz federal teve que sair da corrida presidencial.

Como alternativa, a ideia era que Moro fosse candidato a um cargo no Legislativo por São Paulo. Porém o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou a troca de domicílio eleitoral dele, o que o impediu de ser candidato pelo estado.

Sergio Moro, portanto, teve como última possibilidade a candidatura pelo estado onde nasceu, o Paraná.

Ele é nascido em Maringá e era juiz federal em Curitiba até 2018. O trabalho dele ganhou repercussão nacional após a Operação Lava Jato. Foi o responsável pela condenação e prisão de políticos por corrupção e desvio de dinheiro, como no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo caso de um tríplex no litoral de São Paulo.

Deixou o cargo de juiz em novembro de 2018 para ser ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do então presidente eleito Jair Bolsonaro

Um ano e meio depois, Moro rompeu com Bolsonaro e deixou o ministério. Na sequência, foi considerado suspeito no caso da condenação de Lula, cujo processo foi anulado, e virou réu em uma ação do Partido dos Trabalhadores (PT) por prejuízos ao país.