Política
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Sergio Moro diz que jamais dividiria palanque com Lula e o PT

Possibilidade veio à tona após Luciano Bivar, então pré-candidato à presidência pelo partido de Moro, sair da disputa.

Redação - 03 de agosto de 2022, 11:51

(Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil Ricardo Stuckert/PT)
(Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil Ricardo Stuckert/PT)

O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) afirmou na última terça-feira (2) que "jamais irá dividir palanque" com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possibilidade veio à tona após Luciano Bivar, então pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo partido de Moro, sair da disputa.

A desistência de Bivar levantou a hipótese do União Brasil apoiar a candidatura de Lula, o que é negado até o momento.

"Lula e PT jamais", limitou-se a publicar Sergio Moro no Twitter. Já Rosangela Moro, esposa do ex-juiz federal, fez um vídeo em que desmentiu montagens com imagens do marido e do petista juntos, em forma de campanha.

"É uma grande bobagem. Sergio Moro nunca vai estar no mesmo palanque que Lula. E eu, Rosângela, também nunca vou estar no mesmo palanque que o Lula", afirmou.

SERGIO MORO É CANDIDATO AO SENADO PELO PARANÁ

Sergio Moro lançou a candidatura ao Senado pelo Paraná na terça-feira (2), em Curitiba.

Até o início do ano, ele era pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo Podemos. Entretanto, assinou filiação ao União Brasil, partido resultante da fusão entre o DEM e o PSL

Como acordo para entrar no partido, que tem 55 deputados federais na Câmara em Brasília, o ex-juiz federal teve que sair da corrida presidencial.

Como alternativa, a ideia era que Moro fosse candidato a um cargo no Legislativo por São Paulo. Porém o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo negou a troca de domicílio eleitoral dele, o que o impediu de ser candidato pelo estado.

Sergio Moro, portanto, teve como última possibilidade a candidatura pelo estado onde nasceu, o Paraná.

Ele é nascido em Maringá e era juiz federal em Curitiba. O trabalho dele ganhou repercussão nacional após a Operação Lava Jato. Foi o responsável pela condenação e prisão de políticos por corrupção e desvio de dinheiro, como no caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo caso de um tríplex no litoral de São Paulo.

Deixou o cargo de juiz em novembro de 2018 para ser ministro da Justiça e Segurança Pública no governo do então presidente eleito Jair Bolsonaro. Um ano e meio depois, Moro rompeu com Bolsonaro e saiu do ministério.