Política
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Sergio Moro pede à PGR para investigar denúncia feita contra Bolsonaro; TV Globo exibiu reportagem nesta terça (29)

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, solicitou à PGR (Procuradoria Geral da Repúbl..

Ana Cláudia Freire - 30 de outubro de 2019, 14:02

Foto: Marcos Corrêa/PR
Foto: Marcos Corrêa/PR

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, a pedido do presidente Jair Bolsonaro, solicitou à PGR (Procuradoria Geral da República) para que fosse aberto um inquérito para investigar as declarações de um porteiro, do condomínio fechado no RJ, onde a família do presidente tem residências.

O porteiro teria citado o nome de Bolsonaro no caso da morte da vereadora Marielle Franco. Segundo os depoimentos prestados por ele, às autoridades policiais que investigam o caso, um dos suspeitos do assassinato da vereadora teria pedido autorização ao presidente Bolsonaro para entrar no condomínio, onde teria encontrado com outro suspeito do crime.

Moro encaminhou o documento à PGR, na manhã quarta-feira (30),  depois da divulgação da matéria no Jornal Nacional, na noite de terça-feira (29).

A reportagem da TV Globo conta que teve acesso ao livro de registro da  portaria do condomínio e que o livro aponta que Élcio de Queiroz, um dos suspeitos da morte de Marielle, esteve no condomínio e foi ao encontro de Ronie Lessa, tudo supostamente com a autorização do presidente Bolsonaro.

A reportagem mostrou ainda que neste mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro estava em Brasília cumprindo a agenda de deputado federal. O painel eletrônico da Câmara dos Deputados confirma a presença de Bolsonaro, no dia da visita de Queiroz  ao condomínio.

No documento assinado por Sérgio Moro e enviado à PGR, o ministro destaca que: "Oportuno lembrar que, na investigação do crime de assassinato em questão, foi constatado, anteriormente, espúria obstrução da Justiça, com a introdução de testemunha que fraudulentamente apontou falsos suspeitos para o crime. A tentativa de obstrução da Justiça só foi contornada com a atuação independente da Polícia Federal e que contribuiu para identificação dos reais suspeitos pela prática do crime em questão.  Esses atos configuram crime de obstrução à Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa do presidente, o que atrai competência da Justiça Federal e da Polícia Federal", afirma Moro no documento.

Sergio Moro pede que PGR,  MPF e PF trabalhem juntos na investigação do caso que envolve o presidente.

PRESIDENTE RESPONDE MATÉRIA DO JN

Da Arábia Saudita, o presidente Jair Bolsonaro mostrou muita irritação em um ataque à Rede Globo e ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

O vídeo foi uma resposta à reportagem publicada no Jornal Nacional, da Globo. A matéria sugere que Bolsonaro autorizou a entrada de Elcio Queiroz, suspeito de matar a vereadora do PSOL, Marielle Franco, em seu condomínio, na Barra da Tijuca, no dia 14  março de 2018. A matéria foi baseada em um suposto testemunho de um porteiro.

Bolsonaro negou, dizendo que estava na Câmara Federal, em Brasília, onde consta sua presença no painel de parlamentares.