Política
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Servidores públicos do Paraná fazem paralisação nesta sexta (29)

Milhares de trabalhadores da educação estão na Praça 19 de Dezembro e na Praça Nossa Senhora de Salette, onde outras categorias também protestam.

Johan Gaissler - 29 de abril de 2022, 13:58

(Foto: Divulgação/APP Sindicato)
(Foto: Divulgação/APP Sindicato)

Servidores públicos do Paraná fazem uma paralisação das atividades nesta sexta-feira (29). Milhares de trabalhadores da educação estão na Praça 19 de Dezembro e na Praça Nossa Senhora de Salette, onde outras categorias também protestam no Centro Cívico de Curitiba.

De acordo com a APP Sindicato, a mobilização neste dia 29 de abril tem vários motivos. Um deles é a memória ao massacre sofrido na mesma data no ano de 2015, quando foi aprovada a reforma da Paraná Previdência na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná). Na ocasião, servidores fizeram protestos para tentar impedir a votação e policiais militares responderam aos protestos dos servidores com tiros e bombas de gás lacrimogêneo. 

Outro motivo é a reinvindicação da data-base, que serve como parâmetro para o reajuste anual dos salários dos professores e outros trabalhadores da educação. 

Além disso, a paralisação dos servidores estaduais protesta contra o assédio e situações consideradas de calamidade dentro da sala de aula. A APP Sindicato estima que cinco mil pessoas estão no protesto, entre a educação e outras áreas.

SERVIDORES DA EDUCAÇÃO PROTESTAM CONTRA A SITUAÇÃO ATUAL EM SALA DE AULA

Os servidores da educação do Paraná, durante a manifestação, fizeram declarações contra a situação atual vivida em sala de aula.

"Tenho uma turma com 50 alunos. É impossível dar aulas de qualidade assim. Saio sem voz. Nossos colegas estão com a saúde abalada", afirmou Evelize Ferreira, professora de Química do Colégio Euzébio da Mota.

"A sensação é que estamos abandonadas pelo governo. Temos que cumprir com uma demanda que vem de cima, sem que os alunos tenham acesso ou condições. A gente se vira", conta Camila Bortot, professora de Inglês.

"São demandas externas que não dialogam com a realidade da escola. Temos conteúdo para dar, mas não deixam a gente trabalhar", diz Everton Balbino, professor de Língua Portuguesa.

Procurado pela reportagem, o Governo do Paraná manifestou-se por meio de uma nota que abrange também outros setores do funcionalismo público, como a segurança pública, que também está reivindicando direitos.

"O governo tem investido na reestruturação das carreiras da Polícia Militar, Polícia Científica e Polícia Civil, além da regulamentação definitiva da Polícia Penal. Houve valorização real de até R$ 1.000,00 em algumas classes, além da regularização da extrajornada e do auxílio-alimentação", diz parte da nota sobre a situação de trabalhadores da segurança pública.

"Na educação, o estado implementou um dos melhores pisos salariais do país, a continuidade do auxílio transporte, a gratificação para diretores, um novo Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) e modelos educacionais que facilitam a interação entre professores e alunos", responde o governo aos professores.