Política
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Setor produtivo pede que governo do Paraná renegocie dívidas tributárias

Por Cristina Seciuk, CBN CuritibaO grupo formado pelas principais entidades que representam o setor produtivo par..

Mariana Ohde - 14 de março de 2017, 09:00

Tatiane Mickosz pedalando no Havaí.Crédito: arquivo pessoal
Tatiane Mickosz pedalando no Havaí.Crédito: arquivo pessoal

Por Cristina Seciuk, CBN Curitiba

O grupo formado pelas principais entidades que representam o setor produtivo paranaense quer que o governo do estado retome o chamado Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), criado em 2015. Na ocasião, o programa possibilitou o pagamento de débitos contraídos até dezembro do ano anterior.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnollo, a medida é essencial para auxiliar na recuperação das empresas, após o agravamento da crise econômica. "Todas as empresas, quer seja indústria, comércio, serviços, elas estão altamente impactadas pela inadimplência que está muito alta, pela queda nas vendas, queda na produção, desemprego elevado. Quer dizer, se lá atrás, esse programa, o PPI, teve essa finalidade, agora ele é mais importante ainda", explica.

No ofício entregue ao secretário chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, as entidades pedem que esse fôlego para o pagamento das dívidas seja concedido por meio de uma alteração na lei que criou o PPI.

A sugestão é que sejam inseridos no programa os débitos de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não pagos até dezembro de 2016. Junto com o documento, as entidades apresentaram também uma proposta de texto para alterar a legislação de 2015, com ampliação no número de parcelas para 180 meses e aplicação de escalonamento para juros e multas.

Campagnollo defendeu que a chance de uma renegociação como uma ferramenta a mais no enfrentamento à crise. "O próprio secretário Rossoni colocou que eles estão percebendo, inclusive ele mesmo, enquanto empresário, que várias pessoas ligadas ao setor dele, da sua região, já haviam comentado essa dificuldade. Ou seja, não é uma demanda pontual da Fiep, de um setor. É uma demanda de todo setor produtivo", explica, ressaltando que a mudança pode ajudar a recuperar empregos.

Além da Fiep, o ofício é assinado pelas Federações da Agricultura (Faep), do Comércio (Fecomércio), dos Transportes (Fetranspar), das Cooperativas (Fecoopar) e das Associações Comerciais (Faciap), além da Associação Comercial do Paraná (ACP).

O governo do estado informou que o tema será debatido e analisado com outras áreas da administração e que o caso será avaliado junto às secretarias.