Sindicatos serão ‘derrotados’ após reforma, prevê vereador

Narley Resende


Metro Jornal Curitiba

O líder do prefeito na Câmara, Pier Petruzziello (PTB), criticou ontem a manifestação dos sindicatos na Casa, e comemorou a reforma trabalhista em tramitação no Senado.

“Eu compreende esse momento, compreendo os sindicatos que foram bancados a vida inteira pelas contribuições sindicais. São pessoas que ganham uma enormidade. Quero dizer que a contribuição sindical, que vai acabar no Brasil, também vai dar chance para que os sindicatos sejam realmente derrotados”

A vereadora Professora Josete (PT) respondeu mais tarde, informando que o Sismmac e o Sismuc, que comandam os protestos contra o pacote, nunca cobraram contribuição e lembrou que a CUT também é contra a cobrança.

“A CUT defende que sindicato seja um espaço sério com direções comprometidas com a base. Se a direção fizer a um trabalho sério a base vai aumentar”, disse.

Josete ainda destacou que a reforma trabalhista acaba com a contribuição dos trabalhadores, mas mantém as contribuições patronais.

Senado

Ontem o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) disse que apresenta hoje o relatório sobre a reforma, já aprovada pelos deputados.

Discussão do pacote acaba em tumulto

Dezenas de manifestantes de sindicatos de servidores municipais foram até a Câmara Municipal ontem e conseguiram impedir a tramitação de sete projetos de lei do pacote de ajuste fiscal da Prefeitura de Curitiba. Eles promoveram um buzinaço dentro da sala da Comissão de Legislação, forçando a suspensão da sessão que havia sido convocada extraordinariamente.

Do lado de fora, outros manifestantes soltaram fogos de artifício. Uma janela da Câmara acabou sendo quebrada.

Os vereadores formaram uma mesa de negociação com os sindicatos em que o presidente da Comissão, Dr Wolmir Aguiar (PSC), se comprometeu a não convocar nova sessão ao menos para hoje. Neste intervalo, os sindicatos tentam marcar uma reunião com o prefeito Rafael Greca (PMN), encontro que o presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), se comprometeu a tentar mediar

Os sindicatos pedem que a tramitação do pacote de austeridade seja suspensa, ao menos até que a reunião com o prefeito seja feita.

“Ele já recebeu diversos empresários, recebeu até a maçonaria, como não pode receber os servidores?”. questionou Wagner Argenton, do Sismmac .

Reintegração

Durante a tarde uma oficial de Justiça notificou os sindicatos da decisão que determina a reintegração de posse da praça Eufrásio Correa, onde o Sismuc mantém um acampamento há uma semana.

Apesar de os sindicatos terem sinalizado com a saída, ainda não haviam cumprido a determina- ção até o fechamento desta edição, ontem à noite.

 

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