Política
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Sítio: defesa de Lula afirma que não vai discutir desacerto da sentença e aguarda processo ir para o TRF4

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vai discutir qualquer desacerto da sentença do ..

Francielly Azevedo - 15 de maio de 2019, 19:15

CURITIBA, PR, 26.04.2019: LULA-ENTREVISTA - O ex-presidente Lula concede entrevista exclusiva à Folha e ao jornal El País, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o petista está preso, nesta sexta-feira. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
CURITIBA, PR, 26.04.2019: LULA-ENTREVISTA - O ex-presidente Lula concede entrevista exclusiva à Folha e ao jornal El País, na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde o petista está preso, nesta sexta-feira. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não vai discutir qualquer desacerto da sentença do petista no processo envolvendo o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, e que aguarda o envio da para o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), responsável pelos julgamentos da Operação Lava Jato em segunda instância. A declaração consta nas contrarrazões de apelação protocoladas nesta terça-feira (14).

" O aqui Apelado sequer se abalança a discutir qualquer desacerto da sentença proferida nestes autos quanto à dosagem da reprimenda e no aspecto em que não o condenou pela prática de delitos que jamais ocorreram", diz o documento.

Os advogados argumentam que Lula é inocente, por esse motivo não faz sentido ter uma pena estipulada. "Longe de qualquer sanção, o que emergirá é a absolvição do apelado que, inocente, nenhuma pena pode receber", contrapõe a defesa.

No último dia 9 de abril, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou um recurso de apelação pedindo o aumento da pena de Lula e outros condenados no processo. Após isso, o juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Luiz Antônio Bonat, abriu prazo para manifestação das defesas dos citados.

As contrarrazões das defesas são a última etapa antes do processo ser encaminhado para o TRF4. Em segunda instância, os pedidos dos advogados e do MPF serão analisados.

CONDENAÇÃO

Lula foi condenado pela juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Outras 12 pessoas foram condenadas na mesma ação.

A força-tarefa da Lava Jato aponta que o ex-presidente teria recebido propina, por meio de reformas no Sítio de Atibaia, das empreiteiras OAS e Odebrecht, além do Grupo Shahin, do empresário José Carlos Bumlai.