Política
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Sítio era refúgio de Lula durante tratamento contra o câncer, diz testemunha

O ex-diretor-geral de Itaipu Jorge Miguel Samek foi ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal que investiga o s..

Fernando Garcel - 07 de maio de 2018, 17:32

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

O ex-diretor-geral de Itaipu Jorge Miguel Samek foi ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro na ação penal que investiga o sítio de Atibaia, atribuído ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde desta segunda-feira (7). Ele foi arrolado pela defesa do empresário Fernando Bittar, que se apresenta como dono da propriedade, e afirmou que Lula e Marisa Letícia frequentavam o local como convidados. A possibilidade de Lula comprar a propriedade surgiu quando o ex-presidente enfrentou um câncer na laringe.

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Engenheiro agrônomo por formação e amigo pessoal das famílias Silva e Bittar, Samek explicou durante a oitiva a relação entre o ex-presidente, a ex-primeira-dama Marisa Letícia, Jacó e Fernando Bittar. "Não existe ninguém no Paraná que conhece mais as famílias do que eu. Eles tinham uma relação muito forte. Muitas vezes compartilhei de reuniões familiares, visitas em que eu estava na Granja do Torto, no Palácio da Alvorada, no sítio do Fernando . Ele falava 'Marisa, eu estou usando muito mais esse sítio e ficando muito tempo aqui'. Ele tinha capital, mas acabou, não sei por qual razão, não se consumando. Ele gostava muito de lá, o clima é muito agradável, próximo de São Paulo".

Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=_kAnOjKE2QU

Delator apresenta movimentação de R$ 700 mil para sítio de Atibaia, diz MPF

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Denúncia

De acordo com a denúncia do MPF, o ex-presidente Lula seria responsável por comandar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal” e teria recebido cerca de R$ 870 mil em vantagens indevidas em forma de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia.

Além de Lula, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht; o dono da OAS, Léo Pinheiro; o pecuarista José Carlos Bumlai; e mais nove foram denunciados na mesma ação penal. Todos são acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa ou passiva.

O ex-presidente foi denunciado em maio de 2017 e tornou-se réu em agosto do mesmo ano.