Sob gritos de “vergonha”, votação de processo contra Cunha é adiada mais uma vez

Roger Pereira


Do UOL

Ao som de gritos de “vergonha”, o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara, Osmar Serraglio (PMDB-PR), encerrou no fim da tarde desta quarta-feira (13) a sessão no colegiado, adiando mais uma vez a votação do recurso contra o processo de cassação do ex-presidente da Câmara e deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Uma nova reunião foi marcada para esta quinta-feira (14), às 9h.

A discussão sobre o recurso começou ontem e havia sido postergada para hoje. Em diversos momentos da sessão desta quarta, que durou cerca de sete horas, aliados de Cunha tentaram encerrar a reunião. Eles usaram como justificativa a eleição para a presidência da Casa, programada para hoje.

Assim como na sessão de ontem, Cunha compareceu à reunião, acompanhado do advogado Marcelo Nobre, para fazer sua defesa pessoalmente. Ao apresentar sua defesa ontem, Cunha afirmou ser alvo de um “processo político”. Na semana passada, Cunha renunciou à presidência da Câmara depois de cerca de dois meses afastado do cargo por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).

O debate de hoje na CCJ girou em torno, na maior parte do tempo, do único ponto que o relator, Ronaldo Fonseca (Pros-DF), acatou do recurso de Cunha em relação a supostas irregularidades ocorridas na votação no Conselho de Ética da Casa.

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Repórter do Paraná Portal
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