Solto há quase um ano, Vaccarezza ainda não pagou fiança na Lava Jato

Fernando Garcel


O juiz federal Sérgio Moro cobrou um posicionamento do Ministério Público Federal (MPF) e da defesa do ex-deputado Cândido Elpídio de Souza Vaccarezza (PTdoB, agora conhecido como Avante) sobre a ausência de pagamento de fiança em processo em que ele é investigado na Operação Lava Jato.

Em 22 de agosto de 2017, o magistrado revogou a prisão do investigado com a condição que a fiança de R$ 1,5 milhão fosse depositada em juízo. O prazo para o pagamento venceu no dia 1º de setembro do ano passado.

No despacho da manhã desta segunda-feira (30), Moro cita reportagens e um link do Avante que apontam para o lançamento de candidatura do investigado. No site do partido, Vacarezza aparece como pré-candidato a Deputado Federal do Estado de São Paulo e pede doações para campanha.

“Tais informações podem ser relevantes para decidir a questão pendente”, diz o magistrado.

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O Paraná Portal tenta contato com a defesa de Vaccarezza.

Investigado

O ex-deputado federal foi preso durante a 44ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Abate, mas deixou a carceragem da Polícia Federal em Curitiba após apresentar documento que comprovava uma biópsia que investiga a suspeita de um tumor. Os advogados do ex-parlamentar tentaram reduzir o valor e aumentar o prazo para que o pagamento fosse efetuado.

Cândido Vaccarezza é suspeito de receber mais de 400 mil dólares em propinas por contratos firmados com a Petrobras. O ex-deputado também teria agido em nome do PT, direcionando pagamentos tanto para funcionários da Petrobras como para o partido. A defesa afirma que Vaccarezza é inocente e que o ex-deputado teve o nome indevidamente incluído nos fatos investigados no processo.

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