Política
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STF arquiva inquérito contra Katia Abreu na Lava Jato

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou nesta terça-feira (11) um inquérito da Lava ..

Letícia Casado - FolhaPress - 11 de setembro de 2018, 16:01

Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), em discurso na tribuna do plenário do Senado Federal, dizr ser um gesto de sensibilidade do governo a edição da medida provisória que suspende o emplacamento obrigatório de tratores e demais equipamentos usados na produção agrícola (MP 646/2014).
Senadora Kátia Abreu (DEM-TO), em discurso na tribuna do plenário do Senado Federal, dizr ser um gesto de sensibilidade do governo a edição da medida provisória que suspende o emplacamento obrigatório de tratores e demais equipamentos usados na produção agrícola (MP 646/2014).

Por 3 votos a 1, a Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou nesta terça-feira (11) um inquérito da Lava Jato que investigava fatos relacionados à senadora Katia Abreu (PDT-TO), vice do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Kátia Abreu foi citada em delação da Odebrecht, na Lava Jato. Executivos da empreiteira disseram ter repassado R$ 500 mil para sua campanha em 2014 em caixa dois eleitoral -ela nega.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia pedido prorrogação de prazo para colher depoimentos relativos a doações da empreiteira à campanha da senadora em 2014.

Relator do processo, o ministro Gilmar Mendes entendeu que os indícios da investigação aberta há 15 meses eram frágeis e baseados apenas na palavra dos delatores. Para ele, o caso deveria ser arquivado. "Aqui, essa montanha de delatores da Odebrecht. Todos são testemunhas de ouvir dizer. Aprenderam os fatos quando foram escalados para fazer a delação premiada. De que vale isso?", disse Gilmar.

Seu voto foi seguido pelos colegas Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

"O que se espanta nesse caso é que após um ano e meio não se encontrou absolutamente nada contra a senadora e candidata a vice presidente da República. Não é possível que qualquer cidadão seja submetido a uma investigação sem prazo", disse Lewandowski.

Para Toffoli, as declarações que envolveram Katia Abreu sequer deveriam ter sido parte da investigação. Para Edson Fachin, a investigação deveria prosseguir. O ministro Celso de Mello não participou da sessão.