Rosa Weber aproxima Lula da liberdade, mas julgamento do STF deve acabar em novembro

Vinicius Cordeiro

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O julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), que vai tendo sua segunda sessão sobre a prisão em segunda instância nesta quinta-feira (24), teve um capítulo importante. A ministra Rosa Weber manifestou seu voto, que era o mais aguardado entre todos os nove ministros que apreciam a matéria que pode beneficiar, entre outros, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Caso o julgamento não termine hoje, ficará para o mês de novembro. Isso acontecerá porque o STF não tem sessões na semana que vem.

Neste momento, o placar está 3 a 2 para a prisão em segunda instância. Ou seja, para que qualquer pessoa condenada em segunda instância seja presa. Até agora, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram a favor disso. Já Rosa Weber e Marco Aurélio de Mello votaram contra.

Ainda restam os votos de Luiz Fux, que fala neste momento, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli. A expectativa é que os quatro últimos votem com Weber e Marco Aurélio.

Nesse caso, o julgamento será definido pelo placar de 6 a 5. Entretanto, entre os restantes, Toffoli passa a ter o voto crucial.

Veja o julgamento ao vivo:

VOTO DE ROSA WEBER

A posição da ministra Rosa Weber era um mistério apesar de sempre se manifestar contra a prisão após a condenação em segunda instância. Entretanto, em 2018, ressalvou sua posição em um julgamento de habeas corpus do ex-presidente Lula.

Contudo, nesta tarde, seu voto foi recheado de ambiguidades e deixou diversos especialistas em dúvida até ela falar objetivamente sobre seu voto. No seu entendimento, a Constituição veta a execução da pena.

LULA

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Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 4.895 presos podem ser beneficiados com o resultado do julgamento.

Entre eles, está o ex-presidente Lula, que deverá ser solto. Vale lembrar que ele está detido em uma sala de Estado Maior, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal, em Curitiba, desde o dia 7 de abril de 2018. O político teve a execução da pena antecipada após a confirmação, pelo TRF-4, de uma condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro determinada pela Justiça Federal do Paraná.

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