TJ adia novamente julgamento de Nelson Justus

Roger Pereira


O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná adiou pela terceira vez o julgamento da denúncia contra o deputado estadual Nelson Justus, do DEM, por contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa. O processo seria discutido há duas semanas, foi adiado para esta segunda-feira (2), mas a sessão foi novamente suspensa. O novo adiamento ocorreu por causa de um pedido de vistas do desembargador Wellington Emanuel Coimbra de Moura. O caso só deve voltar à pauta do TJ em duas semanas, quando o Órgão Especial volta a se reunir. Na semana retrasada, a análise foi adiada porque a maior parte da reunião foi consumida pelo julgamento que anulou a eleição de Fábio Camargo como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. A denúncia contra Nelson Justus foi apresentada pelo Ministério Público do Paraná em fevereiro de 2015. Segundo a investigação, a contratação de funcionários fantasmas durante a gestão de Justus na presidência da Assembleia gerou um rombo de R$ 200 milhões aos cofres públicos. Como o deputado tem foro privilegiado, cabe ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná decidir se aceita a denúncia. A fraude ficou conhecida após uma série de reportagens do jornal Gazeta do Povo, chamada Diários Secretos. No ano passado, o Ministério Público ajuizou mais duas ações civis contra Nelson Justus. Ele é acusado, junto com mais 31 pessoas, de formação de quadrilha, desvio de dinheiro público e improbidade administrativa no período em que foi presidente da Assembleia Legislativa, entre 2007 e 2010. Há ainda um pedido em tramitação na Justiça para que os bens do deputado e dos outros acusados sejam bloqueados. Os valores chegam a 21 milhões de reais. Por conta da suspensão da sessão do Órgão Especial do TJ, outro julgamento envolvendo um parlamentar foi adiado. Trata-se de uma proposta de ação penal contra o deputado estadual pastor Edson Praczyk (PRB). Ele é acusado pelo Ministério Público de manter uma funcionária fantasma em seu gabinete na Assembleia Legislativa, entre 2001 e 2005. Praczyk nega qualquer irregularidade.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal