TJ-PR troca juiz de processos contra Beto Richa

Francielly Azevedo

beto richa bloqueio de bens operação integração lava jato anel de integração econorte

O juiz substituto Fernando Bardelli Silva Fischer não será mais o responsável por julgar as ações das operações Quadro Negro e Rádio Patrulha, nas quais o ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) é investigado. A mudança aconteceu após um remanejamento feito pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

A portaria do dia 7 de junho, assinada pelo presidente do Tribunal, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira, altera os juízes de três subseções criminais. Com isso, Fischer deixa de comandar a 9ª Vara Criminal de Curitiba e irá para 13ª Vara Criminal.

Quem assume o lugar de Fischer é o juiz José Daniel Toledo.

O QUE DIZ O TJ-PR

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Paraná informou que foi feita uma reorganização do posto dos juízes com base no volume de trabalho das Varas “visando maior organização e celeridade processual, a fim de que os magistrados possam atuar de forma equitativa”.

Conforme o TJ-PR, os pedidos foram formulados pela Direção do Fórum Criminal do Foro Central de Curitiba e também pela Associação dos Magistrados do Estado do Paraná.

O Tribunal informou ainda que a escolha da subseção de destino foi feita pelos próprios juízes. “Não houve, portanto, por parte da Administração deste Tribunal, a intenção de afastar um ou outro magistrado de qualquer processo por ele presidido”, diz a nota.

INVESTIGAÇÕES

Beto Richa é réu na Operação Quadro Negro por corrupção passiva, organização criminosa, obstrução de justiça, vantagem indevida e prorrogação indevida de contrato de licitações. A ação investiga desvios de verbas que seriam utilizadas para construção e reforma de escolas públicas no Paraná.

Ele chegou a ser preso em março, mas foi solto após uma decisão do Tribunal de Justiça.

Já na Rádio Patrulha o ex-governador é réu por corrupção passiva e fraude a licitação. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) aponta o ex-governador como o chefe de uma organização criminosa. Ele também seria o principal beneficiado com o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

Richa foi detido, por quatro dias, em setembro de 2018. Mas conseguiu a liberdade depois de uma decisão do ministro Gilmar Mendes.

Previous ArticleNext Article
Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
[post_explorer post_id="632164" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]