Toffoli manda soltar acusado de ser o operador financeiro de Beto Richa

Roger Pereira

STF - Lava Jato - Dias Toffoli - Sentenças - Lula

Em decisão monocrática no plantão judiciário, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu liminar em habeas corpus e mandou libertar o empresário Jorge Atherino, preso desde setembro do ano passado na operação Piloto, 53ª fase da Lava Jato, acusado de ser o “operador financeiro” de um esquema de pagamento propina ao grupo político do ex-governador Beto Richa (PSDB).

A Operação Piloto apura o pagamento de propina pela Odebrecht ao governo Richa em troca de favorecimento na licitação para as obras de duplicação da PR 323, em 2014. Atherino foi preso juntamente com o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo, que não foi beneficiado pelo habeas corpus de Toffoli e segue preso.

Toffoli acatou os argumentos da defesa de Atherino segundo os quais a movimentação financeira das empresas dele, por si só, não justificaria a prisão, que poderia ser substituída por outras medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e prisão domiciliar. A defesa alegou, ainda que, como Beto Richa não é mais governador do estado e Atherino não atua mais com o ex-governador, não há risco de recorrência do crime.

“Sem prejuízo de reexame posterior por parte do eminente Ministro Luiz Fux, defiro a liminar para determinar ao juízo processante que substitua a prisão preventiva do paciente pelas medidas cautelares diversas, que julgar pertinentes. Comuniquem-se, com urgência , a autoridade coatora e ao Juízo da 23ª Vara Federal de Curitiba/PR para que preste informações pormenorizadas e atualizadas a respeito da situação do paciente nos autos da ação criminal apontada nos autos”, despachou Toffoli.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal