TRE-PR realiza audiência pública sobre auditoria em urnas eletrônicas

Andreza Rossini e Francielly Azevedo - CBN Curitiba


O Tribunal Regional do Paraná (TRE-PR) realiza uma audiência pública, na tarde desta quinta-feira (18), sobre a realização da auditoria nas urnas eletrônicas utilizadas no 1º turno das Eleições 2018, a ser realizada na sexta-feira (19).

A auditoria tem como objetivo esclarecer a sociedade quanto aos problemas apontados durante as votações.  De acordo com advogado do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, Gustavo Kfouri, registros de reclamações levaram ao pedido de auditoria. “Nós tivemos diversas reclamações de eleitores que deram conta de ocorrências na hora da votação. Nós detectamos que as ocorrências já estavam registradas nas atas, inclusive com reconhecimento dos eleitores. A principal delas era de que tentava-se votar para presidente, e não se tinha o confirmar antes do fim. Foram ocorrências em que foram aplicadas as medidas cabíveis na hora”.

O advogado mostrou-se confiante de uma solução para a questão. “A linguagem popular a respeito de fraude, ou não, mostra a frustração do eleitor que teve não teve concluída sua vontade de votar normalmente. Essas ocorrências que foram comunicadas ao partido por meio de reclamações ocorreram em determinadas circunstâncias, tecnicamente temos que resolver o que aconteceu”.

A promotora do Ministério Público Eleitoral, Andrea Beraldi, afirmou que não acredita em fraude. “Eu atesto a qualidade da urna eletrônica. Tenho que discutir fraude e falha de transmissão, essa questão de digitar o último dígito e não aparecer o confirma. Não pode ser atribuído a uma fraude, mas sim a uma falha, é por isso que essa auditoria veio a calhar”, disse. Ainda segundo Andrea, caso a auditoria aponte problemas os responsáveis devem ser punidos. “Vamos, como MP, independente se for atestado qualquer fraude ou falha, cabe a nós apurarmos e pedirmos a punição de quem tiver fraudado, mas não acredito nisso”.

Andrea ainda afirmou que não sabe-se o que será feito caso seja atestado fraude ou falhas nas urnas eletrônicas. “Isso nunca aconteceu e, se for atestado, a postura será direcionada após a auditoria”, afirmou.

De acordo com o desembargador do Tribunal de Justiça, Taro Oyama, nas auditorias serão verificados os motivos das falhas. “Posso afirmar que não houve falha nem autorização do resultado. Podemos garantir ao eleitor que o voto é confiável e que o voto foi computado. Essa auditoria deve comprovar isso”, afirmou.

Passarão por auditoria as seguintes urnas: da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, as pertencentes às seções 654, 655, 664 e 674, todas localizadas no Colégio Positivo Júnior; da 178ª Zona Eleitoral de Curitiba, a urna pertencente à seção 114, localizada no Colégio Angelo Volpato; da 9ª Zona Eleitoral de Campo Largo, a urna pertencente à seção 292, localizada na Escola Municipal Vereador José Andreassa. Ainda, passarão pelo processo de auditoria duas urnas de seções eleitorais localizadas em Santa Catarina: da 84ª Zona Eleitoral de São José, a urna pertencente à seção 225; e, da 100ª Zona Eleitoral de Florianópolis, a urna da seção 262.

Foram convidadas a acompanhar os procedimentos de auditoria as seguintes autoridades:

  • Procuradora Regional Eleitoral;
  • Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná;
  • Presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica;
  • Presidente da Comissão de Segurança Permanente e juiz membro do TRE-PR;
  • Superintendente Regional da Polícia Federal no Paraná;
  • Presidente da Associação das Emissoras de Rádio e Difusão do Paraná – AERP;
  • um representante das redes de televisão do Paraná;
  • Presidente da Associação Paranaense de Imprensa – API.

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