TRF4 mantém pena de 20 anos de Queiroz Galvão Filho na Lava Jato

Francielly Azevedo

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou por unanimidade, nesta quinta-feira (19), embargos infringentes e de nulidade do núcleo da empreiteira Galvão Engenharia. Com isso, a condenação em segunda instância do ex-presidente da empresa Dario Queiroz Galvão Filho foi mantida. Ele foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha. A Galvão Engenharia é uma das empreiteiras investigadas no âmbito da Operação Lava Jato no esquema de corrupção da Petrobras.

Os réus pediam a prevalência do voto com a pena mais amena, de autoria do desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus. Dessa maneira, além de Queiroz Galvão Filho, o ex-diretor da empresa Erton Medeiros de Fonseca permanece com a pena de 13 anos e 5 meses de reclusão, por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e o também ex-diretor Jean Alberto Luscher Castro continua condenado a 14 anos e 4 meses de reclusão, por corrupção ativa e associação criminosa.

Ainda cabem embargos de declaração e, conforme o TRF4, a execução da pena só se dará após o julgamento desse recurso pelo tribunal.

DENÚNCIA


Segundo as investigações da Operação Lava Jato, um grupo de empreiteiras praticou crimes contra a Petrobras por meio de corrupção de funcionários da estatal e lavagem de dinheiro obtido com os crimes. Uma delas seria a Galvão Engenharia.

Queiroz Galvão Filho, um dos sócios da empreiteira e principal dirigente, foi preso em março de 2015. Na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o empresário a cumprir pena domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Mas, na sentença, o juiz federal Sérgio Moro decidiu pela retirada do equipamento.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Repórter do Paraná Portal e Rádio CBN. Tem passagens pela TV éParaná, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina.
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