Ulisses Maia reclama de decretos para o Dia dos Namorados em cidades vizinhas de Maringá

Jorge de Sousa

Ulisses Maia reclama de decretos flexíveis no Dia dos Namorados em cidades vizinhas de Maringá

O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PSD), voltou a usar as redes sociais neste sábado (12), para criticar os decretos restritivos à Covid-19 dos municípios vizinhos da metrópole da região noroeste do Paraná para o Dia dos Namorados.

Maia apontou que diversas cidades vizinhas de Maringá flexibilizaram o decreto municipal para o Dia dos Namorados – aproveitando alteração na legislação estadual, e por isso irão abrir diversos serviços não essenciais para atendimento de forma presencial neste sábado (12).

“É lamentável ver que cidades vizinhas flexibilizaram as medidas nesse final de semana. Entendemos perfeitamente as dificuldades da economia, a pressão que todos sofrem nesse momento, principalmente em datas comemorativas. Mas vidas estão em jogo. Pessoas estão morrendo”, escreveu o prefeito.

Em entrevista a CBN Maringá, Maia inclusive disse que irá conversas com o Governo do Paraná para que seja emitido um novo decreto em nível estadual para que não haja essa diferença de regras entre os municípios vizinhos.

“Saúde no limite. Hospitais privados e públicos lotados. Não há condições que justifiquem isso. É fácil para o prefeito ceder pressão e abrir seu comércio. E vaga para internação para a sua população? Ele garante? A comemoração atual é estarmos bem e vivos. Vamos nos cuidar. Em breve, com avanço da vacinação e cautela no enfrentamento da pandemia, vamos superar e proteger famílias da dor do luto”, finalizou Maia.

Maringá apresenta neste sábado 2.546 casos ativos da Covid-19 – pessoas que ainda podem transmitir o vírus, tendo registrado nas últimas 24 horas, novas 287 contaminações e sete óbitos.

A maior preocupação no município são os leitos de UTI para o tratamento graves da doença. Tantos os 137 espaços na rede privada, quanto os 282 da Rede SUS (Sistema Único de Saúde) apresentam lotação máxima, segundo dados da Prefeitura de Maringá.

Esses números fizeram com que Maia acionasse na última sexta-feira (11), o Ministério Público do Paraná, a ANS (Agência Nacional de Saúde) e o Procon para que hospitais e planos privados de saúde não se recusem a prestar atendimento para pacientes desses serviços.

Procurada pela reportagem sobre as declarações do prefeito de Maringá, a Secretaria de Estado da Saúde não retornou os questionamentos até o fechamento dessa matéria.

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