Veja propostas de candidatos para o transporte público de Curitiba

Redação


Com a licitação de 2010 questionada o transporte público virou novamente tema eleitoral em Curitiba.

O deputado estadual e candidato Tadeu Veneri (PT) alerta para a perda de passageiros e para a concentração da concessão do transpor-te coletivo não mãos de uma única família.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT), candidato à reeleição, diz que vai fazer mais faixas exclusivas de ônibus, manter o projeto do metrô com re-cursos federais e implantar o VLP (Veiculo Leve sobre Pneus).

A deputada estadual Maria Victória, candidata do PP, aposta no diálogo com o governo do Estado para reintegrar sistema.

O deputado estadual Ney Leprevost, candidato do PSD, pretende fazer o contorno ferroviário usando o atual traçado para implantar um sistema de VLT (Veiculo Leve sobre Trilhos).

Reintegração com a rede metropolitana é uma das prioridades do ex-prefeito Rafael Greca, candidato do PMN. Fora de pico, ele diz que a tarifa será mais baixa.

O deputado estadual Requião Filho, candidato do PMDB, quer o retorno para o sistema anterior à licitação de 2010, quando a remuneração era feita por passageiro transportado.

tadeuTADEU VENERI (PT)

Veneri defende regularização do Uber, bilhete único temporal e passe livre para estudantes.

O modelo de transporte público adotado em Curi-tiba tornou-se caro e obsoleto. Cada vez mais curitibanos optam pelo transporte individual, sobrecarregando o trânsito por toda a capital e seus arredores e aumentando consideravelmente as emissões de dióxido de carbono.

Somente em 2015, a queda foi de 8%, sendo o sistema que mais perdeu passageiros no Brasil. A tarifa é integralmente bancada pelo usuário.

Um decreto assinado no fim de 2008 pelo então prefeito Carlos Alberto Richa autoriza as empresas a embutirem na tarifa até mesmo os uniformes e os encargos sociais dos trabalhadores.

O usuário banca inclusive o imposto de renda das empresas. E isto para usar um serviço desconfortável e desintegrado da Região Metropolitana. Outro problema é a obsolescência da frota.

De um total de 1.320 ônibus, cerca de 300 circulam atualmente além de sua vida útil. Enquanto isso, um grupo empresarial sozinho domina cerca de 70% do transporte público da cidade.

Em 2013, o Tribunal de Contas do Estado recomendou a anulação da licitação vigente. No mesmo ano, uma CM instaurada na Câmara dos Vereadores revelou ainda que as empresas praticam fraude contábil, maximizando assim seus ganhos.

No entanto, nada foi feito em favor dos passageiros. Irregularidades e abusos como estes perpetuaram-se em meio à omissão da prefeitura, que também pôde ser observada na chegada do Uber a Curitiba.

Diante deste cenário, propomos a revisão das licitações, a implementação de um bilhete único temporal, a reintegração financeira do sistema, o passe livre para estudantes, o incentivo ao uso de bicicletas e a regularização de serviços como o Uber.

Gustavo_FruetGUSTAVO FRUET (PDT)

Fruet alerta para gasto de R$ 8 mi por mês para manter integração. Ele quer repasses do governo do Estado Será preciso discutir e muito a questão da Rede Integrada de Transporte.

O governo do Estado tirou subsídio do transporte coletivo de Curitiba. Hoje a tarifa, sem subsidio, é a mais baixa na Região Metropolitana, e a mais baixa em relação ao salário-mínimo.

O que precisamos é que o governo do Estado volte a assumir a sua parte, pois não são somente moradores de Curitiba que usam o sistema, mas sim das outras 13 cidades do Estado que estão na Região Metropolitana.

A Rede deve ser mantida, mas de maneira sustentável. Só Curitiba continuar a mantê-la, não dá. Curitiba absorve essa diferença e deixa de receber R$ 8 milhões por mês.

Para a próxima gestão, estamos propondo a implantação de faixas exclusivas de transporte coletivo em novas ruas de Curitiba e nas linhas da Rede Integrada de Transporte, além de intervenções na malha viária que integra Curitiba com a RMC, melhorando a mobilidade e o tempo de deslocamento.

A diminuição do tempo de viagem é um dos atrativos ao uso do trans-porte coletivo. Na área da mobilidade, reforçamos que Curitiba precisa de um transporte de alta capa-cidade na região Sul da cidade.

Por isso, mantém o projeto do metrô — que espera a confirmação de recursos do governo federal —, e outro de abertura de quatro Propostas de Manifestação de Interesse (PMI) para implantação de quatro linhas de Veículo Leve sobre Pneu (VLP): Linha Verde — Marechal Floriano, Aveni-da das Torres, eixo Norte—Sul da Linha Verde e Cachoeira-Rodoviária.

14195993_1759850217602509_4519898885452557230_oMARIA VICTORIA (PP)

Segundo Maria Victória, implantação do VLP em canaletas custa apenas 25% do que seria pago com metrô

Metrô hoje é inviável e deve dar lugar a VLP. O primeiro passo é trabalhar para reintegrar o sistema com as linhas que atendem a Região Metropolitana de Curitiba, integração que foi perdida pela falta de diálogo da prefeitura com o governo do Estado.

O prefeito precisa ter a humildade de atravessar a rua e buscar o subsídio com o governo estadual, porque não existe transporte público de qualidade hoje no Brasil sem subsídio. Outra medida importante será a implantação do Veículo Leve sobre Pneus (VLP) no lugar do metrô, que se tornou economicamente inviável.

O VLP será uma solução muito melhor, porque poderá aproveitar a estrutura já existente das canaletas e vai custar apenas 25% do que precisaria ser pago pelo metrô. A frota também precisa ser renovada, pois muitos dos ônibus em circulação hoje têm mais de 1o anos de uso.

Iniciativas como essas, além do desalinhamento das estações e da implantação dos tags (sensores instalados nos ônibus que se comunicam com os semáforos, ativando a “onda verde”), a exemplo dos que já existem nos ligeirões que passam pela Linha Verde, vão melhorar o fluxo e aumentar a velocidade média de deslocamento, que baixou de 24 para 17 quilômetros por hora.

Vamos propor ainda uma tarifa flexível, mais barata em horários entre-pico. E buscar aprovar um projeto de lei já em discussão na Câmara Municipal, que permite que as laterais dos ônibus possam ser usadas como veículo para publicidade — o que seria uma forma de au-mentar a receita para o sistema.

13178058_1610618375925532_8416379679976650948_nNEY LEPREVOST (PSD)

Para Ney, passagem pode cair. Ele ainda diz que guardas municipais estarão a paisana nos coletivos.

Uma das prioridades será a reintegração com a Região Metropolitana de Curitiba, pois do ponto de vista social é errado pensar em uma política pública de transporte que não contemple os mo-radores dos municípios metropolitanos.

O projeto de integração contempla vários modais, como a obra de desvio do contorno ferroviário e a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), tirando o trem de dentro da cidade e utilizando o traçado dos trilhos para um novo modal.

O preço da tarifa será reduzido gradativamente e a frota de ônibus de Curitiba será renovada. Vamos utilizar combustíveis menos poluentes e serão implantadas novas tecnologias, como a bilhetagem eletrônica única e Wi-fi nos terminais e ônibus.

Os terminais serão readequados em sua estrutura física para serem mais agradáveis, oferecendo serviços à população. Serão espaços 100% seguros e livres do crime, com a presença da Guarda Municipal à paisana no interior dos ônibus para identificar e coibir roubos e ação de mo-testadores e, nos terminais para prevenção de crimes.

A utilização de bicicletas para o deslocamento das pessoas será priorizada, com campanhas e programas de educação para o convívio no trânsito e investimentos em infraestrutura. Vamos desafogar a Linha Verde construindo viadutos e trincheiras para a transposição da via, acabar com a indústria da multa, investir mais em conscientização e realizar parceiras públicas privadas para construção de estacionamento subterrâneo e vertical.

13323259_999144703488734_7585479199523208681_oRAFAEL GRECA (PMN)

Greca promete implantar veiculo leve sobre pneus na canaleta de ônibus da Linha Verde

Um dos meus primeiros compromissos é integrar novamente o transporte de Curitiba com o metropolitano, aliviando o impacto do preço da passagem no bolso do trabalhador. Será modernizado o sistema de bilhetagem eletrônica, com créditos em reais e reconhecimento facial.

Quero atrair mais passageiros para o transporte, com a adoção de uma tarifa mais barata no horário que não é de pico. Assim, a demanda de passageiros vai crescer nos horários de menor movimento e cair nos de maior fluxo.

Vou concluir as obras da Linha Verde e implantar o Veículo Leve Sobre Pneus, o VIP, na canaleta. Vou concluir a integração do ônibus Ligeirão para as linhas Leste-Oeste e Norte-Sul. E melhorar e ampliar a capacidade da linha Inter 2, com novos ônibus, alargamento das vias, faixas exclusivas, trincheiras, viadutos, semáforos inteligentes.

Quero requalificar e renovar a frota de ônibus, com veículos menos poluentes, e retirar de circulação os veículos quebrados e que pegam fogo. É importante modernizar os terminais de ônibus. O terminal do Cabral deverá ser o primeiro terminal intermodal de Curitiba, com estacionamento de carros, de bicicleta e as paradas de ônibus, inclusive do novo ônibus movido a biogás.

Quero um tratamento especial para o Sistema Integrado de Transporte do Ensino Especial (Sites), os ônibus exclusivos para alunos com deficiência, criando o segundo terminal para o sistema, na região Sul da cidade. O atual fica no Cristo Rei. Mas o principal é colocar ônibus no ponto a ca-da 15 minutos, expresso no tubo a cada 1.0 minutos e Ligeirinho a cada 5 minutos.

MAURÍCIO REQUIÃOREQUIÃO FILHO (PMDB)

Requião Filho promete aumentar a quantidade de ônibus em horários de pico e melhorar as rotas

Um transporte coletivo eficiente deve contemplar bom preço, agilidade e atendimento digno. É preciso melhorar os itinerários, diminuir o tempo gasto entre as rotas, primar pelo conforto e segurança dos usuários e colocar mais ônibus em circulação nos horários de pico.

Vamos modernizar o sistema, retomar a integração, derrubar a remuneração por passageiro e passar a pagar por quilômetro rodado, retomando progressivamente a frota pública, além de promover a reestruturação e a renovação dos modais e do sistema de transporte de Curitiba.

Dentre várias ideias para aperfeiçoamento da acessibilidade, iremos ampliar o serviço de micro-ônibus porta-a-porta, com elevador, cadeira de rodas, espaço para cão-guia e acessórios para garantir a mobilidade de pessoas com deficiência. Implantaremos o “Programa Mobilidade Urbana Máxima”, com a integração viária multimodal e o uso de transportes alternativos.

Teremos também alta acessibilidade entre os Centros de Transição Autossustentáveis Locais e os Terminais de Passageiros, onde todos estarão conectados por ônibus e ciclovias. Queremos melhorar o transporte coletivo e investir em VLP, um sistema mais moderno, eficiente e barato.

Por fim, seguindo também nosso objetivo de manter uma administração eficiente e livre de corrupção, vamos auditar e fiscalizar os contratos com a Urbs, do sistema de bilhetagem eletrônica.

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