Vereador reeleito em Quedas do Iguaçu toma posse da penitenciária

Andreza Rossini


O vereador Claudelei Torrente Lima (PT), o cachorro, reeleito em Quedas do Iguaçu, no oeste do Paraná, tomou posse do cargo nesta quarta-feira (18), da Penitenciária Industrial de Cascavel, na mesma região. Ele está preso desde o dia 4 de novembro e foi o vereador mais votado nas eleições de outubro, com 1.037 votos.

Ele está preso desde o dia 4 de novembro de 2016, suspeito de integrar uma quadrilha responsável por coordenar uma milícia particular em assentamentos de sem-terra. Ele e mais 13 pessoas foram presas no âmbito da Operação Castra, da Polícia Civil.

A mesa diretora da Câmara deve definir se convoca ou não o vereador suplente até o dia 6 de fevereiro, quando começam as sessões.

O pedido para que a cerimonia fosse realizada no presídio partiu do  presidente da Câmara Municipal, Eleandro da Silva (SSD), e foi confirmado pelo Departamento Penitenciário Estadual (Depen), nesta sexta-feira (13). Pelo regimento da Câmara Municipal, o prazo para que o vereador tome posso é de até 15 dias após a primeira sessão ordinária da Casa e que deve acontecer no dia 6 de fevereiro.

A Operação

A Operação Castra tem como alvos integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) suspeitos de participar de uma organização criminosa investigada por furto e dano qualificado, roubo, invasão de propriedade, incêndio criminoso, cárcere privado, entre outros crimes.

A ação acontece em Quedas do Iguaçu, Francisco Beltrão e Laranjeiras do Sul, no Paraná; e também em São Paulo e no Mato Grosso do Sul. Foram 14 mandados de prisão, dez de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

A investigação que levou à ação começou após uma invasão da Fazenda Dona Hilda, em Quedas do Iguaçu. Os investigados são suspeitos de manter os empregados da fazenda em cárcere privado sob a mira de armas de fogo por várias horas. O dono da fazenda também relatou o sumiço de 1,3 mil cabeças de gado e um prejuízo de R$ 5 milhões. Os bois eram transportados com documentação irregular e a investigação apontou que uma parte destes animais foi vendida pelos integrantes do MST, segundo a polícia.

O grupo ainda é investigado pela suspeita de cobrança de uma taxa – que podia chegar a R$ 35 mil ou ser cobrada em sacas de grão – para que os donos da fazenda fossem autorizados a fazer a colheita da própria plantação.

Cerca de 70 policiais civis participam da Operação Castra. Foram destacados policiais das delegacias de Cascavel, Francisco Beltrão e Laranjeiras, além de homens da Denarc de Cascavel, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre) e do Grupamento de Operações Aéreas (GOA).

 

 

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