Justiça aceita denúncia, e ministro Vital do Rêgo vira réu na Lava Jato

Angelo Sfair

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O ministro Vital do Rêgo Filho, do TCU (Tribunal de Contas da União) virou réu na Operação Lava Jato após a JFPR (Justiça Federal do Paraná) aceitar uma denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-senador foi denunciado simultaneamente ao desencadeamento da 73ª fase da Lava Jato, no dia 25 de agosto. Vital do Rêgo foi acusado de receber propinas da OAS para barrar o andamento da CPMI da Petrobras.

O réu presidia a Comissão Mista Parlamentar de Inquérito, formada em 2014 para apurar crimes cometidos no âmbito da Petrobras. O relator era o deputado Marco Maia, também denunciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.

Antes de aceitar a denúncia por corrupção e lavagem de dinheiro, a 13ª Vara Federal de Curitiba já havia determinado o bloqueio cautelar de até R$ 4 milhões das contas do ministro Vital do Rêgo.

Procurado via assessoria de imprensa do TCU, o ex-senador não se manifestou.

VITAL DO RÊGO VIRA RÉU POR SUPOSTAS PROPINAS DA OAS

O ministro Vital do Rêgo Filho foi denunciado na última terça-feira (25) pelo recebimento de R$ 3 milhões em propina. Os recursos ilícitos teriam sido repassados pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro.

Conforme a força-tarefa Lava Jato, a propina foi paga ao ex-senador para que, na condição de presidente da CPMI da Petrobras, ele deixasse de convocar executivos da OAS a depor.

As provas colhidas no decorrer das investigações, assim como a delação de Léo Pinheiro, indicam que Vital do Rêgo Filho teria recebido a propina por meio de contratos fictícios firmados com as empresas Câmara & Vasconcelos e Construtora Planície.

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