Política
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Você acha que não começou a campanha ainda?, questiona ministro Fux ao falar sobre fake news

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, conduziu nesta sexta..

Francielly Azevedo - 15 de junho de 2018, 23:53

Foto: Francielly Azevedo
Foto: Francielly Azevedo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, conduziu nesta sexta-feira (15) a palestra de encerramento do VI Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, em Curitiba, com o tema "fake news". Questionado por jornalistas sobre o TSE já estar agindo no combate às notícias falsas, sem ao menos a campanha eleitoral ter começado oficialmente, Fux rebateu em tom sarcástico: "Você como cidadão, acha que não começou a campanha ainda?".

Segundo Fux, o TSE fará uma campanha intensa para conscientizar a população sobre as notícias falsas que circulam na internet, principalmente durante o período eleitoral. "As fake news evoluíram muito, a tecnologia e a nova possibilidade de propaganda pela internet, propaganda eleitoral, exacerbou o problema. Porque o compartilhamento viraliza em segundos. Então o problema é muito grande, mas o combate é vigoroso", avaliou.

Fux explicou que a Justiça Eleitoral vai atuar na investigação das fake news, exercendo "poder de polícia" quando necessário. Após identificadas as mesmas serão retiradas do ar, por meio de um compromisso firmado com plataformas como Google, Facebook e WhatsApp. Mas esse processo só ocorrerá depois que o TSE for acionado.

"A Justiça Eleitoral vai agir como toda justiça age: quando é provocada. Normalmente quando a notícia é sabidamente inverídica e causa danos irreparáveis a candidatura alheia", disse.

O ministro contou que os partidos políticos assinaram um acordo para não espalhar notícias falsas. Porém, também cabe ao eleitor ser mais criterioso com o compartilhamento do conteúdo que circula na internet.

"Primeiro caminho é a checagem, não é possível a leitura apenas do título, é importante ler a matéria toda. Se for uma notícia muito dramática, com conteúdo dramático, já tem que ler com pé atrás. Além de pensar várias vezes antes de fazer o compartilhamento", destacou.

Fux também explicou que o TSE terá linhas de conduta para analisar caso a caso e que os candidatos não poderão classificar como fake news as notícias verdadeiras negativas contra eles. "Fake news não equivale a propaganda negativa, a crítica negativa de um candidato. Então dois parâmetros vão regular o trabalho do TSE: a lisura informacional e a verdade irreal que estamos procurando impedir nesse processo eleitoral", explicou.