Aulas presenciais voltam gradualmente no Paraná a partir do dia 18 de fevereiro

Angelo Sfair

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O governo do Paraná anunciou que pretende retomar no dia 18 de fevereiro de 2021 as aulas presenciais na rede pública estadual. Inicialmente, será adotado um modelo híbrido. Ou seja, parte dos estudantes estará em sala de aula, enquanto outra parte continuará a acompanhar as aulas virtualmente.

O calendário poderá ser revisto. Segundo o governo, a definição da data serve como referência para a preparação do Estado. “Retomar as aulas e parar não é simples. É uma operação complexa, com uma logística difícil. Será considerado o momento da pandemia, mas a gente torce para que a vacina aconteça e que esse problema seja resolvido”, disse o governador Ratinho Junior (PSD).

De acordo com a Seed (Secretaria de Estado da Educação e do Esporte), a volta às aulas presenciais não será obrigatória. Os alunos que não têm acesso a celulares e notebooks terão prioridade para assistir ao conteúdo nas salas de aula. Aqueles que estiverem em casa acompanharão as disciplinas ao vivo, com possibilidade de interação com os professores.

A pasta estima que cada uma das 11 mil salas de aula poderá receber, em média, algo entre 8 e 10 alunos. O uso de máscara será obrigatório para alunos, professores e funcionários. Conforme a secretaria estadual da Educação, haverá distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as carteiras, como determina o protocolo sanitário da Sesa (Secretaria de Estado da Educação).

Em coletiva de imprensa sobre a retomada das aulas presenciais, da qual também participaram o governador Ratinho Junior e o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o secretário estadual da Educação, Renato Feder, afirmou que a estrutura desenvolvida para as aulas remotas deste ano será aproveitada no modelo híbrido em 2021.

“Mesmo com as aulas virtuais, os alunos estudaram bastante no Paraná. Em média, 3 horas por dia, segundo pesquisa Datafolha”, disse Feder. “No entanto, mais da metade das escolas consultadas pela Secretaria de Estado da Educação informaram que desejavam o retorno das aulas presenciais”.

Sobre o retorno das aulas presenciais nas universidades, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, não descarta rever o calendário. O que vai determinar a volta às aulas, segundo ele, é a segurança sanitária e o momento da pandemia.

“Alguém no Brasil precisava apontar uma data de referência. Esse papel não era de ninguém mais, se não do MEC. Demos um referencial. É uma data que não é fixa. Tínhamos que dar uma data para que as universidades pudessem se preparar”, disse.

*Colaborou Vinicius Cordeiro

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