Deputado é expulso do PSL por discordar da opinião do partido sobre Uber

Redação


Com Tabata Viapiana

O deputado federal Alfredo Kaefer foi expulso do PSL por uma corrente liberal do partido, chamada Livres Paraná. O movimento embasou a decisão num suposto desalinhamento ideológico e programático do parlamentar com as novas idéias da legenda, mais voltadas ao liberalismo econômico e de costumes. Um dos motivos é porque o deputado votou a favor de um projeto de lei que, na prática, transforma o Uber em um serviço de concessão pública.

O líder do movimento Carlos Sviontek, explica que as divergências entre os Livres e o deputado já acontecem há algum tempo. Ainda segundo ele, já existiam conversas para a saída de Kaefer do PSL. “As divergências acontecem há um tempo. As votações dele tem sido constantemente contra o alinhamento do partido. Ontem ele votou contra a liberdade de escolha no projeto do Uber. O deputado sabia que ele estava indo contra o que o partido acreditava”, disse Sviontek.

Kaefer foi eleito para o terceiro mandato de deputado federal pelo PSDB em 2014, mas se filiou ao PSL em fevereiro do ano passado. O parlamentar admitiu as divergências de pensamento com o movimento Livres, que defende propostas que ele não concorda, como a descriminalização da maconha e do aborto. “São coisas que no meu conceito não cabem. Há um tempo que venho com um conflito com esse grupo dos Líderes. Eu sou um homem que defende a liberdade econômica, a livre iniciativa, a democracia republicana, a família e a sociedade no instituto da família”, afirmou Sviontek.

Segundo o deputado, a decisão de expulsá-lo do PSL partiu apenas do movimento Livres e não da executiva nacional. Ele disse que, neste momento, o melhor é buscar uma nova legenda e garantiu já ter recebido pelo menos três convites. “De três ou quatro partidos. Algumas pessoas me propuseram retornar ao PMDB, alternativa que é um pouco mais distante”, disse Sviontek.

O movimento Livres também entrou com uma ADPF no Supremo Tribunal Federal contra o projeto aprovado pela Câmara, que proíbe o transporte privado individual, transformando o Uber em uma concessão pública. O grupo argumenta que o texto seria inconstitucional e defende a livre operação do Uber no país.

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