Tecnologia de voto auditável é apresentada por engenheiros formados no ITA

Redação

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Uma nova tecnologia de voto auditável foi proposta por um grupo de engenheiros formados no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). O projeto de imprimir voto pelas urnas eletrônicas divide eleitores brasileiros e uniu uma associação sem fins lucrativos composta por uma equipe de profissionais, cujo objetivo é oferecer novas soluções para o sistema de votação.

Em Brasília, o assunto é discutido na Câmara dos Deputados em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF). A solução será apresentada ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aos congressistas interessados no projeto de voto auditável. No projeto, cada voto será impresso e documentado eletronicamente.

De acordo com Guy Manuel, engenheiro e um dos idealizadores da ‘Associação GRITA!’, a ideia já pode ser adotada para as eleições gerais do ano que vem. Guy coordenou o processamento das eleições no Paraná desde 1980. “Estas urnas foram criadas com uma tecnologia segura e avançada na época. Porém, com o modelo atual da urna, não é possível fazer uma auditoria independente sobre os resultados, mesmo de forma estatística, após uma eleição”, afirma.

Outros engenheiros também compõem a associação: Carlos Rocha, que liderou o desenvolvimento e a fabricação das primeiras urnas eletrônicas, entre 1995 e 1998; Roberto Heinrich, que dirige a ‘Associação GRITA!’; e Francisco Medeiros, que diz que a proposta garante a auditoria do processo eleitoral.

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Profissionais que atuam na ‘Associação GRITA!’, que desenvolveram um projeto de voto eletrônico auditável. (Foto: Divulgação)

“Poderemos aumentar a confiança dos eleitores com a possibilidade de auditoria pós-eleição, garantindo a segurança e transparência através do uso de certificados digitais, mantendo sigilo total do voto. Isso deve acabar com a polarização política sobre o tema. E poderá voltar a posicionar o Brasil como líder mundial no processo eleitoral automatizado, liderança que o país perdeu ao não incorporar as últimas tecnologias à sua urna eletrônica”, comenta Fernando Medeiros.

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