Weintraub oficializa saída do Ministério da Educação em vídeo com Bolsonaro

Redação

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Abraham Weintraub não é mais o ministro da Educação. A saída foi oficializada nesta quinta-feira (18) em um vídeo – veja abaixo – com o presidente Jair Bolsonaro. Ainda não há nome definido para ser o substituto de Weintraub no comando do Ministério da Educação (MEC).

“Sim, dessa vez é verdade. Eu to saindo do MEC. Vou começar a transição agora e nos próximos dias eu passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar, interino ou definitivo”, disse Weintraub.

“Neste momento não quero discutir os motivos da minha saída. Não cabe. O importante é dizer que eu recebi o convite para ser diretor de no Banco Mundial”, completou.

Weintraub assumiu o MEC em abril de 2019, após a demissão de Ricardo Vélez. Um dos motivos que levou a sua saída foi a fala durante a reunião interministerial do dia 22 de abril, em que fala que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) deveriam ser presos. A saída dele não agrada Bolsonaro, mas a sua permanência se tornou insustentável pela pressão política do “Centrão” e também do Supremo, que o manteve no inquérito das fake news.

Mesmo assim, Weintraub agradeceu a Bolsonaro e disse estar torcendo para o presidente “salvar o Brasil”.

“Estou fechando um ciclo e começando outro. E é claro que sigo apoiando o senhor, presidente Bolsonaro, como eu fiz nos últimos três anos. Nesse período, eu vi um patriota que defende os mesmos valores que eu sempre acreditei: família, liberdade, honestidade, franqueza, patriotismo e que tem Deus no coração. Desejo toda a sorte e sucesso nesse desafio gigante que é tentar salvar o Brasil”, completou.

Na segunda-feira (15), a Folha de S.Paulo noticiou que os ministros do STF foram avisados da queda de Weintraub. Com isso, ele poderia ser preso. Contudo, o emprego no exterior foi a solução do governo para evitar uma eventual detenção.

BOLSONARO LAMENTA DEMISSÃO DE WEINTRAUB 

No vídeo publicado, Bolsonaro lamentou a saída de Weintraub, quem foi um importante aliado político e ideológico do presidente.

“É um momento difícil. Todos meus compromisssos de campanha continuam em pé e busco implementá-los da melhor forma possível. Confiança você não compra, você adquiri. O momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, disse Bolsonaro.

No fim, os dois se abraçam como último pedido de Weintraub.

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