Política
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Zambelli nega conhecimento prévio de operações após ter falado em governadores investigados pela PF

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) negou nesta terça-feira (26) que tivesse informações prévias sobre operações ..

Folhapress - 26 de maio de 2020, 12:44

BRASILIA, DF, BRASIL, 29-04-2020, 16h00: A deputada Carla Zambelli (PSl-SP). O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro, do vice presidente Hamilton Mourão, do presidente do STF ministro Dias Toffoli, do ministro do STF Gilmar Mendes, dentre outras autoridades, da cerimônia de Posse do novo ministro da Justiça André Mendonça, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASILIA, DF, BRASIL, 29-04-2020, 16h00: A deputada Carla Zambelli (PSl-SP). O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro, do vice presidente Hamilton Mourão, do presidente do STF ministro Dias Toffoli, do ministro do STF Gilmar Mendes, dentre outras autoridades, da cerimônia de Posse do novo ministro da Justiça André Mendonça, no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) negou nesta terça-feira (26) que tivesse informações prévias sobre operações da Polícia Federal contra governos estaduais, como a lançada nesta manhã no Rio de Janeiro.

Em suas redes sociais, Zambelli foi cobrada pela parlamentar Talíria Petrone (PSOL-RJ) sobre ter falado em entrevista sobre a ocorrência de "operações" nos próximos meses.

"Se eu tivesse informações privilegiadas e relações promíscuas com a PF, a operação de hoje seria chamada de "Estrume" e não "Placebo". Está aí sua explicação, defensora de maconheiro", respondeu a deputada.

Na noite de segunda-feira, em entrevista à Rádio Gaúcha, a deputada disse ter conhecimento de que havia investigações contra governadores estavam em andamento, por conta dos gastos para combater a Covid-19, e que em breve operações seriam lançadas.

"A gente já teve algumas operações da Polícia Federal que estavam ali, na agulha, para sair, mas não saíam. E a gente deve ter nos próximos meses, o que a gente vai chamar, talvez de 'Covidão' ou de...não sei qual vai ser o nome que eles vão dar. Mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal", disse Zambelli.

Com um pouco mais de cuidado, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também deu a entender que poderia ter conhecimento prévio de novas ações da Polícia Federal. Na noite desta segunda-feira (25), o parlamentar divulgou o vídeo de uma ação de busca e apreensão em Fortaleza, quando sugeriu que outras poderiam acontecer.

"Os que achavam que se aproveitariam da pandemia para roubar e ficar impunes se enganaram. E acredito que tenha muito mais operação para vir aí. O que vocês acham?", postou Eduardo Bolsonaro, em suas redes sociais.

Na manhã desta terça-feira (26), a Polícia Federal realiza a operação Placebo, no Rio de Janeiro, para apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados para o combate à pandemia do novo coronavírus. Estão sendo feitas buscas em 12 locais, entre eles o Palácio Laranjeira, residência oficial do governador Wilson Witzel.

Em entrevista à CNN, Zambelli disse que "não seria burra" de falar sobre operações da Polícia Federal, se tivesse conhecimento antecipado. E que sua fala no dia anterior foi uma "força de expressão", por saber que a corrupção é endêmica no país. "Eu não sabia, eu não tinha conhecimento. Falei como cidadã, como deputada, como alguém que observa o que está acontecendo no nosso país, que sabe que corrupção é endêmica no nosso país".