Política
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Zeca Dirceu explica porque pai não fugiu da prisão

O deputado Zeca Dirceu (PT), filho de José Dirceu que voltou a ser preso após ser condenado a 30 anos por corrupção pass..

Andreza Rossini - 21 de maio de 2018, 10:53

Foto: Roger Pereira/ Paraná Portal
Foto: Roger Pereira/ Paraná Portal

O deputado Zeca Dirceu (PT), filho de José Dirceu que voltou a ser preso após ser condenado a 30 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, discursou em Curitiba nesta segunda-feira (21) e classificou a prisão do pai e do ex-presidente Lula como "símbolo de injustiça e resistência". "Os dois tinham a opção de não estar aqui, de ter se exilado em uma embaixada, mas decidiram acreditar na democracia e no Brasil e na possibilidade das coisas voltarem a normalidade; o judiciário parar de interferir na política e a polícia deixar de agir como um partido", afirmou.

Ele foi questionado pelos manifestantes da vigília Lula Livre, em frente a Polícia Federal, sobre por que José Dirceu que é considerado "um símbolo de resistência" se entregou a Justiça. "Lula está preso, como que com o Lula preso ele vai permanecer solto em uma embaixada ou em outro país? Ele acreditou que era mais correto enfrentar a prisão e aguardar as mudanças que o país precisa passar e que o judiciário precisa superar", afirmou.

O deputado afirmou que não acredita que Dirceu vá precisar cumprir toda a pena. "Acho que o Brasil vai passar por muita mudança, transformação e agitação, primeiro pela possibilidade da eleição e segundo porque infelizmente a vida das pessoas está ficando cada vez pior e elas vão reagir. Essa reação vai acabar mudando a realidade do país que destruiu nossa democracia".

Para Zeca, a resistência popular pode mudar o quadro de condenação de Lula e José Dirceu. "Não podemos perder a esperança, baixar a guarda e ir pra casa. Nossas lideranças não estão sendo covardes de enfrentar a prisão", afirmou.

José Dirceu se entregou à Justiça em Brasília na tarde da última sexta-feira (18). Ele já havia sido preso de forma preventiva no âmbito da Lava Jato por um ano e oito meses e duas vezes durante a ditadura militar. Ele cumpria prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.