Novo baixista do YES fala sobre nova turnê europeia e período de adaptação

André Molina


O novo baixista do YES, Billy Sherwood, respondeu diversas perguntas de fãs no site oficial da banda nesta semana. O músico, que tem a complexa missão de substituir o lendário fundador Chris Squire (falecido no ano passado), falou sobre a nova turnê do grupo e como busca firmar sua personalidade. Vale dizer que Billy tem alguns pontos favoráveis diante dos fãs. Ele já tocou guitarra no YES em meados da década de 90 e era muito próximo de Squire.

No início da conversa, o baixista citou a nova turnê em que o YES vai executar os álbuns “Fragile” e “Drama”. Os shows serão realizados nos meses de abril, maio e junho na Europa. Em seguida, o grupo segue para os Estados Unidos para tocar, além do “Drama”, o cultuado álbum “Tales From Topographic Oceans”.

“Definitivamente vamos tocar todas do “Drama” e do “Fragile” e, em seguida, sucessos como “Starship Trooper”, “Siberian Khatru”, e outras surpresas que fazem parte de outros discos. Começamos os ensaios no dia 14, por isso ainda vamos tomar algumas decisões”.

Ao ser questionado sobre o fato de estar se distanciando da “sombra” do baixista fundador, Billy respondeu: “Sombra do Chris ou talvez espírito. É uma descrição melhor. Sempre existirá. Eu amei esse cara e deve permanecer assim. Eu sinto que com esta turnê eu cruzo uma espécie de limite. A última turnê foi muito difícil para lidar, do ponto de vista emocional. Ninguém quer assistir a um concerto com um cara que olha triste a noite toda. Eu nunca tinha imaginado viver nesta posição, mas comecei a encontrar meu próprio eu nesta turnê. Estou mais relaxado sobre tudo”.

O substituto disse ainda que o apoio dos fãs está sendo essencial para desempenhar o papel. “Os fãs têm sido incríveis, solidários e amorosos com o meu trabalho. Eu sou muito grato por eles estarem lá apoiando a banda. Hoje me sinto mais confortável no YES. Há um forte desejo dos fãs para que o grupo siga em frente”.

A respeito de uma canção da longa discografia do YES que tem o desejo de executar, ele citou “The Gates of Delirium” do álbum Relayer de 1974. “Para mim é o máximo do Chris Squire em seu baixo. Eu realmente sempre fui um grande fã da banda”.

Sobre qual álbum é o seu preferido da banda, Billy citou “Tales From Topographic Oceans”.

“Eu amo todo o catálogo de músicas do YES. Todas as diferentes formações, encarnações. Aquelas em que eu estive e as formações em que não estive também. Mas o meu álbum favorito é o ‘Tales’, porque é onde eu realmente comecei a mergulhar profundamente na banda. Tinha a ver com o fato de que eu estava vivendo no Arizona. Foi o verão de 1974 ou 1975. É um daqueles álbuns especiais para mim. Um álbum duplo com quatro músicas! Foi simplesmente incrível. Então eu realmente o considero como o meu álbum favorito. Em muitas vezes falei com Chris sobre ‘Tales’”. (André Molina)andre.molina

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