Suspeita de vender crianças para adoção vai seguir presa

Mariana Ohde


Por Metro Curitiba

A Justiça decidiu nesta quinta-feira (26) pela prisão preventiva – sem prazo de soltura – de Maria Conceição Queiroz, suspeita de tráfico internacional de crianças que já está detida há três dias em Cascavel, no Oeste do Paraná.

“Maria Paraguaia”, como era conhecida no bairro onde vivia, havia levado um menino de um ano de idade ao Conselho Tutelar no dia 10 de outubro, dizendo tê-lo achado na rua. A polícia desconfiou e, indo à casa de Maria, descobriu uma criança de 10 anos e uma jovem de 17.

A Polícia Federal (PF) confirmou ontem, com ajuda das autoridades do Paraguai, que as duas crianças e a adolescente são do país vizinho. Os pais ainda não foram identificados, mas, segundo o portal paraguaio ABC Color, Maria seria tia do bebê.

A PF não confirma a informação. O bebê, segundo a PF, foi vendido por R$ 700 a um casal brasileiro que, em seguida, desistiu da adoção ilegal por falta de documentação.

A casa em que as crianças estavam foi concedida para Maria morar há cerca de cinco anos pela associação de moradores do Jardim Itália, bairro de Cascavel. O imóvel, assim como a casa ao lado, foi cedido pela Companhia de Habitação Popular (Cohapar) à prefeitura da cidade para sediar projetos sociais, mas nenhum deles – uma clínica odontológica e um refeitório popular – estão funcionando atualmente.

Em uma das casas, uma pintura no muro indica Maria Paraguaia como uma das responsáveis pela associação de moradores.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal